CADEIRA 36

ACADÊMICOSQUADRO ACADÊMICO

Lindolfo Collor

Lindolfo Collor nasceu em S. Leopoldo, em 4.2.1890 e faleceu no Rio de Janeiro, em 21.10.1942. Era filho de João Boeckel e de Leopoldina Schreiner Boeckel. Sua mãe enviuvou e contraiu novas núpcias. Lindolfo adotou o sobrenome Collor do padrasto.

Lindolfo Collor estudou o primário na Barra do Ribeiro, RS, e o secundário na escola do professor Emílio Meyer, em Porto Alegre. Diplomou-se em Farmácia, em Porto Alegre e na Academia de Altos Estudos Sociais e Econômicos do Rio de Janeiro, em 1922

Em 1908 trabalhou como jornalista em Bagé e depois dirigiu o Correio da Tarde, jornal de Porto Alegre, em 1910. Viajou para o Rio de Janeiro onde dirigiu o jornal A Tribuna e exerceu o cargo de redator chefe do periódico O País, em 1915. Retornando à cidade de Porto Alegre, tornou-se diretor do jornal A Federação, órgão oficial do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), de 1920 a 1923.

Elegeu-se deputado federal pelo PRR, para a gestão de 1925 a 1930. Durante o governo provisório, Getúlio Dornelles Vargas criou o Ministério do Trabalho, nomeando como ministro Lindolfo Collor, que exerceu o cargo de 1930 a 1932, preparando as leis trabalhistas que seriam consolidadas em 1934.

Terminada sua gestão, retornou a Porto Alegre com a nomeação de secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul. Voltou ao Rio de Janeiro como diretor da Companhia de Seguros Sul América.

É um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, com vários artigos publicados na revista dessa instituição. Pertenceu a Academia de Letras do Rio Grande do Sul. Em 1928 participou da IV Conferência Pan-Americana.

Sua obra mais conhecida é Garibaldi e a guerra dos farrapos, editada em 1938, onde segue a teoria positivista que não há acontecimento sem causa e que a história é movimentada pelo herói, no sentido grego, conforme escreve na introdução do livro:

“Garibaldi é suficientemente grande como homem para que tenhamos de evocá-lo sempre como semideus”.

O herói é biografado por Collor com auras de sobrenatural, pois o autor afirma que Garibaldi não nasceu igual aos outros homens! Só não diz como nasceu. Collor usa farta documentação sobre os acontecimentos, procurando mostrar que todo o fato tem uma causa, seguindo a teoria do historiador Henri Ber

Collor realiza com clareza um estudo sociológico das sociedades européias na obra Europa, 1939, editada em 1940. Suas reflexões sobre a conjuntura social são importantes por ser o ano do início da Segunda Guerra Mundial, justamente quando as relações políticas são ambíguas e não há uma precisão dos limites das ações.

Deixou uma bibliografia variada que demonstra sua apurada erudição. Entre suas primeiras produções literárias destacam-se os livros de poesias: Caminho de flores. Porto Alegre: sem editora,1908; Poema dos matizes. Porto Alegre: Globo, 1909; Elegias e símbolos. Rio de Janeiro: tip. Jornal do Comércio, 1913.

Por ser militante do Partido Republicano Rio-Grandense dedicou-se a elaborar ensaios políticos com temas da atualidade, publicando também ensaios literários:

  • O momento político. Editoriais publicados em A Federação, jornal de Porto Alegre, 1922.
  • A campanha presidencial no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Globo, 1924.
  • Brasil e Uruguai (A propósito do protocolo de Montevidéu). Rio de Janeiro: tip. Do Jornal do Comércio, 1925.
  • As oposições rio-grandenses e o Movimento Militar de São Paulo. Rio de Janeiro: sem editora, 1925. No centenário de Solano López. São Paulo: Melhoramentos, 1926.
  • O Brasil e a Liga das Nações. Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1926.
  • A literatura no Rio Grande do Sul. In Biblioteca Internacional das Obras Célebres, Lisboa, volume 18. Europa, 1939. Rio de Janeiro: Emiel, 1940.

Lindolfo Collor publicou alguns de seus discursos, proferidos em diferentes ocasiões: Paraguai-Brasil. Discurso. Rio de Janeiro, 1928.

Todo intelectual rio-grandense escreve sobre história e sempre dedica um estudo especial para a Revolução Farroupilha. Lindolfo Collor não fugiu à regra. Eis seus trabalhos históricos:

  • O sentido histórico do Castilhismo. Porto Alegre: Globo, 1936.
  • Garibaldi e a Guerra dos Farrapos. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938. 2ª edição, Porto Alegre: Globo, 1958.
  • Sinal dos tempos. (livro póstumo). Rio de Janeiro: Pan-Americana, 1942.

Deixou poesias, artigos e ensaios esparsos em jornais e revistas que circularam em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

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Academia Rio-grandense de Letras

Unimed RS

PATRONOS

CADEIRA 11

Pe. Carlos Teschauer SJ

(por Luís Alberto Cibils)

Cientista de projeção internacional, cujos, trabalhos também são estudados em Universidades. Esse nome patronímico surgiu na Antiga Academia Sul-Rio-Grandense de Letras, sendo então ocupante Tiago Mateus Würsth, nascido na Alemanha, o qual depois de ter se destacado entre nós como educador, veio a falecer em 1979. Com a unificação das Academias em 1914, a cadeira conservou-se com o mesmo patrono, número e titular.

Foi seu sucessor Antônio Carlos Machado, nascido a 27.12.1916, em Santiago. Formou-se em Direito, como...

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