Academia Rio-Grandense de Letras
Rua dos Andradas, 1234, conj. 1002 - CEP 90020-008 - Porto Alegre RS

Declarada de Utilidade Pública: Decreto Federal 32992, de 09.06.1953

Estatuto nº 49.334, Registro no Cartório Civil e Pessoas Jurídicas de Porto Alegre

 

A Academia Rio-Grandense de Letras foi fundada no dia 1º de dezembro de 1901, em sessão realizada no Teatro São Pedro, contando com 25 membros fundadores, a maioria ligada à imprensa: Apeles Porto-Alegre, Mário de Artagão, Romaguera Correia, Aquiles Porto-Alegre, José Carlos de Sousa Lobo, Sebastião Leão, Joaquim Alves Torres, Francisco Lourenço da Fonseca, Apolinário Porto-Alegre, Andrade Neves Neto, Paulino Azurenha, Aurélio Júnior, Alfredo Lisboa, Mário Totta, Caldas Júnior, Marcelo Gama, Olinto de Oliveira, Benjamin Flores, Tito Vilalobos, Ernesto Silva, Zeferino Brasil, Alcides Lima, João Cândido Maia, Alcides Maya e Alfredo Ferreira Rodrigues. A reunião festiva de instalação ocorreu no Clube do Comércio, em 10 de maio de 1902.

Nos anos seguintes, ao longo da primeira metade do século XX, a Academia passou por diversos períodos de inatividade e desarticulação, tendo então surgido outras instituições com idêntico desiderato – constituir o mais elevado sodalício de culto à arte literária e à língua portuguesa no Rio Grande do Sul. Por fim, em 1944, deu-se a fusão das duas academias então em atividade no estado, consolidando-se, a partir daí, o silogeu que, até hoje, segue continuamente em atividade, inspirando-se nos moldes da Academia Francesa e da Academia Brasileira de Letras, com 40 membros efetivos, eleitos a partir de critérios de mérito literário e relevância na cena literária gaúcha.

A Academia Rio-Grandense de Letras é filiada à Federação das Academias de Letras do Brasil e, desde 1953, é declarada de utilidade pública. Conforme estabelece o Artigo 2º de seu estatuto:

(...) sob a divisa “Vitam Impendere Vero”, a Academia Rio-Grandense de Letras, sociedade civil sem fins lucrativos, sem conotação política, sectária ou religiosa, tem por objetivos precípuos, o culto às letras, o permanente estímulo à cultura, ao civismo e mais os seguintes desideratos:

I – Proceder ao estudo e levantamento vocabular do idioma português falado no Rio Grande do Sul, de modo especial em seu aspecto paradialetal de cunho regional;

II – propugnar por pesquisas e medidas que assegurem o fortalecimento e a expansão da cultura;

III – cultuar e promover a memória, a vida e a obra dos escritores rio-grandenses vinculados à Academia Rio-Grandense de Letras, tornando-a sempre mais conhecida, para o que coligirá todos os dados bibliográficos e o acervo autoral de cada acadêmico.

IV – estimular as belas letras, de per si ou mediante convênio com outras entidades, instituindo concursos e troféus;

V – colaborar com o Poder Público em tudo quanto condiga com o desenvolvimento cultural do Estado;

VI – manter intercâmbio cultural com as entidades congêneres e similares, em âmbito nacional e internacional.

Em 1980, Dante de Laytano, presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, conseguiu concretizar um antigo sonho dos acadêmicos: reiniciar a publicação da Revista da Academia Rio-Grandense de Letras. Em 2015, a Revista atinge a vigésima quinta edição.

A Academia Rio-Grandense de Letras foi distinguida pela Academia Brasileira de Letras com a Medalha Machado de Assis, entregue, solenemente, em sessão especial, pelo ministro Ivan lins. A Academia de Letras da Bahia agraciou sua coirmã gaúcha com a Medalha Cinquentenário. 

Desde dezembro de 2010 a Academia Rio-Grandense de Letras mantém o site www.arl.org.br, com informações sobre a Academia, patronos, sócios, artigos, relações de livros dos associados e notícias.

Por muitas décadas, a Academia não teve sede própria, e os acadêmicos reuniam-se em sedes de outras instituições. Graças aos esforços dos acadêmicos Dante de Laytano e Francisco Pereira Rodrigues, hoje Presidente de Honra da Academia, o governo estadual concedeu ao sodalício, em comodato, o conjunto 1002, no Edifício Santa Cruz, Rua dos Andradas, 1234, em 1992. Alguns anos depois, o conjunto foi doado à Academia Rio-Grandense de Letras. Na pequena sede, é mantida pinacoteca com obras doadas e biblioteca com livros de escritores rio-grandenses, além de documentos de memória da instituição. Atualmente, a Academia envida esforços para a conquista de uma nova sede, ampla e condigna com as atividades que se propõe a realizar, com espaço para auditório, lançamentos de livros e exposições de arte.