Exmo Dr Avelino Alexandre Collet, DD. Pres. da ARL e na sua pessoa saúdo as autoridades presentes, os colegas acadêmicos, familiares e amigos do homenageado e público em geral.

Dizer sobre José Carlos Dussarrat Riter, cujo nome literário é Caio Riter, é discorrer sobre competência, carisma e vitórias repetidas ante os desafios que a vida possa ter apresentado, especialmente no campo cultural, neste canto do País.

Por que Caio Riter na Academia Rio-Grandense de Letras?

Porque nossa Academia luta, há 115 anos, para exercer o seu papel na Sociedade Rio-Grandense, desempenho esse que sofreu reveses ao longo da sua jornada, mas, hoje, graças às gestões mais recentes, particularmente após o ingresso do sempre presidente Professor Dante de Laytano, esta Academia tem objetivado metas para manter completo o seu quadro associativo preservando e elevando a qualidade intelectual do Colegiado.

O foco, hoje, é cumprir a sua destinação como instituição, participando por si e junto aos governos federal, estadual e municipais, na formulação e atualização das políticas culturais; no estudo e preservação da história literária rio-grandense; no estudo e desenvolvimento da nossa história política, econômica e social; no estudo e aprimoramento da língua nacional e seus aspectos regionais.

E se esse é o nosso escopo, intelectuais da estatura do Professor Caio Riter é o material humano que necessitamos.

Caio Riter é

  • bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do RGS;
  • licenciado em Letras, pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação;
  • Mestre e Doutor em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do RGS;
  • professor de Língua Portuguesa;
  • professor em oficinas literárias, com ênfase em narrativas e literatura infantil;
  • foi um dos mais brilhantes presidentes da Associação Gaúcha dos Escritores, em gestão recente, entidade da qual tive a honra de ser Vice-Presidente, no século passado.

Listar as obras que Caio Riter publicou não é recomendável nesta ocasião solene e festiva pois demandaria quantidade de tempo que a boa oratória não aconselha: são, ao menos, cinquenta e oito títulos editados, como autor solo.

Não bastasse tanto, participou de quinze coletâneas e teve traduzidos quatro livros:

  • para o sérvio ( O rapaz que não era de Liverpool),
  • para o coreano (Sete patinhos na lagoa),
  • para o espanhol (Contos infantis brasileiros)
  • para o francês e para o japonês  (Sete patinhos na lagoa).

A lista de prêmios obtidos e distinções a ele conferidas, no Brasil e no exterior, é, igualmente, muito extensa para ser enumerada nesta oportunidade.

Em mais de uma vez obteve indicação ao Prêmio Jabuti e dele sendo finalista; foi finalista, repetidamente, no Prêmio Açorianos de Literatura e, na edição de 2015, foi duplamente finalista; também em mais de uma oportunidade teve seu nome inscrito no catálogo da Mostra de Bolonha, Itália. A lista é enorme.

Patrono de feiras municipais de livro, em onze cidades rio-grandenses. Figura na lista dos patronáveis da Feira de Porto Alegre e assim continuará para o próximo ano, seguindo a tradição da nossa Academia que conta com vários patronos, tanto da nossa feira maior, como daquelas, igualmente importantes, nas demais cidades rio-grandenses.

A Academia Rio-Grandense de Letras tem, em seu quadro acadêmico, intelectuais da mais alta relevância, tantos que seria incabível destacar um nome, e esta Academia elevou, ainda mais, o seu prestígio com o ingresso, nas últimas eleições, de intelectuais respeitados nacionalmente.

E eis que, a partir de hoje, essas personalidades passam a usufruir da presença de Caio Riter, a quem saudamos com entusiasmo e ofertamos nosso fraterno abraço.

Seja bem-vindo, acadêmico Caio Riter, você, sua esposa e seus filhos.