Nilson Luiz May, escritor e médico-cirurgião, especialista em aparelho digestivo, formado em 1963 pela UFRGS, nasceu em Santa Cruz do Sul, em 15 de maio de 1940.

É presidente da Federação das Cooperativas Médicas do Rio Grande do Sul (Unimed RS).  É autor do romance "Terra da Boa Esperança" de 1989; do livro de contos "Inquérito em Preto-e-Branco" de 1994; de crônicas "Pelos (des)caminhos da Medicina Assistencial Brasileira" de 1996; da novela "Céus de Pindorama", também de 1996; do livro de crônicas "A Máquina dos Sonhos", de 2008; e do romance folhetim "Misterioso caso na Repartição Pública" de 2010. Sua obra mais recente, de contos, "Última Chamada", foi editada em 2012 pela editora própria Scriptum.

Estudante da faculdade de Medicina, em Porto Alegre, ainda sem dedicar-se a escrever, no início da década de 60, tratou de estudar autores e literatura. Estimulado pelo Suplemento Literário do jornal Correio do Povo, que publicava novatos, começou a escrever artigos e crônicas. Ali, no dia 9 de janeiro de 1966, publicou seu primeiro texto, "Os embaixadores", em que abordava o lançamento de dois livros de escritores consagrados intitulados "O Senhor Embaixador", de Érico Veríssimo, e "O Embaixador", de Morris West. 

A partir daí, publicou vários textos no Suplemento. Nesta época, já médico atuando em Lajeado, vinha a Porto Alegre trazendo a peça literária, datilografada cuidadosamente para evitar erros de ortografia.

Em seguida, avançou para a ficção, estimulado pelos concursos mensais do Prêmio Apesul que laureava novos pretendentes ao posto de escritor no cenário gaúcho devidamente midiatizado por reportagens divulgadas nos veículos da Companhia Jornalística Caldas Júnior, o jornal matutino Correio, o vespertino Folha da Tarde e a rádio e a TV Guaíba. Em 1978, pela primeira vez, foi selecionado à etapa final do concurso. Em 1980, agraciado com o Prêmio Revelação em crônica pelo texto "Inquérito em preto e branco", passou a imaginar voos maiores. Cursou a Faculdade de Letras e lançou o livro "Terra da Boa Esperança" pela editora Tchê, do amigo português que chama de "eterno livreiro" Edgardo Xavier.  Num período seguinte, estudou os autores africanos de língua portuguesa, com quem trocava correspondências. Produziu, nesta fase, estudos e publicações sobre "Literatura Africana de Língua Portuguesa".

Ao longo dessa jornada, escreveu dezenas de artigos e comentários sobre temas de exercício profissional da medicina, política de saúde, assistência médica, problemas relacionados a planos de saúde, questões hospitalares, cooperativismo, modelos de assistência previdenciária, estatização versus privatização, desvios de verbas públicas, entre outros. Também conduziu palestras, conferências e mesas-redondas. Foi o organizador nacional do "Compêndio de Cooperativismo UNIMED", lançado na Convenção Nacional de Curitiba, setembro de 1998 e é autor de prefácios de diversas obras sobre Cooperativismo de Saúde. Além do Caderno de Sábado (Correio do Povo), publicou no Suplemento Literário de Minas Gerais, Cadernos Culturais, Revista Charrua de Moçambique e outros. Participou em 11 antologias de contos, ensaios e crônicas. Foi selecionado como participante do livro “Antologia Crítica do Conto Gaúcho” em 1998. Exerceu a função de cronista semanal (sábados) do Jornal “O Sul”, Porto Alegre, de janeiro de 2004 a dezembro de 2005, e participou da “Antologia de Contistas Bissextos” em 2007.

É membro titular da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores, da Associação Gaúcha de Escritores e da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, onde ocupa a Cadeira nº 7, cujo patrono é Aureliano de Figueiredo Pinto.