Walter Galvani, jornalista, escritor e professor (cujo nome completo é Walter Galvani da Silveira) nasceu a 6 de maio de 1934 em Canoas, onde fez seus estudos elementares no colégio La Salle. Estreou no jornalismo em sua terra natal, ajudando a fundar o jornal “Expressão” em agosto de 1954. No ano seguinte (1955) transferiu-se para o “Correio do Povo” em Porto Alegre, onde iniciou uma longa carreira que atinge cinquenta e cinco anos de atuação a serem completados em agosto. A partir de 1957 passou a utilizar o nome profissional de Walter Galvani. Atuou em todos os veículos de comunicação da Empresa Jornalística Caldas Júnior, começando pelo próprio “Correio”, depois na “Folha da Tarde”, “Folha Esportiva”, “Folha da Manhã” e “Rádio Guaíba”. Trabalhou também na “Rádio Gaúcha” e na “Rádio Pampa”, bem como na “Revista do Globo”, tendo sido colaborador de outros órgãos de imprensa do Rio Grande e de fora, como “Clarín”, de Buenos Aires, revista “Tópicos”, de Berlim, “Aurora”, da Associação dos Magistrados do Brasil e “Cadernos Literários”, da Associação dos Magistrados do Rio Grande do Sul, nos jornais canoenses “O Momento” e “O Timoneiro” e na revista “Rua Grande” de São Leopoldo.

Atualmente escreve para os jornais “ABC Domingo” do Grupo Editorial Sinos, e para o “Diário Popular” de Pelotas e, eventualmente para outros veículos, como a revista da Academia Rio-Grandense de Letras, onde ocupa a Cadeira de número 25, e jornais como “A Razão” de Santa Maria. 

Apresenta comentário semanal sobre Literatura na Rádio Guaíba, de Porto Alegre, quintas-feiras, dentro do programa “Guaíba Revista”. 

 


CARREIRA

Foi conselheiro titular, nomeado pelo governo do estado, do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Sul, de 2003 a 2007. De volta ao Conselho Estadual de Cultura em 2010, foi eleito presidente do Conselho. Em 2014, foi mais uma vez eleito para integrar o Conselho Estadual de Cultura.

Em jornalismo, assumiu seu primeiro posto de chefia, em 1967, secretário de redação da “Folha da Tarde”, tendo desenvolvido intenso trabalho de renovação dos quadros da Empresa Jornalística Caldas Júnior, tendo na época instituído o sistema de estágio para alunos dos cursos de jornalismo. Em 1971, transferiu-se para o “Correio do Povo”, para atuar como subsecretário de redação, interrompendo sua atuação para servir ao governo do estado do RGS, como assessor de comunicação social durante o ano de 1975. Em outubro do mesmo ano (1975) assumiu a secretaria de redação do jornal “Folha da Manhã”, retornando ao “Correio do Povo” em 1980 e finalmente sendo promovido a diretor de redação da “Folha da Tarde”, cargo que exerceu de 1981 a 1984. 

Em 1971 e 1972, lecionou Teoria da Comunicação no curso de jornalismo da Universidade de Caxias do Sul. 

Ganhador de prêmios ARI e de várias outras entidades por sua atuação jornalística e literária, possui títulos e comendas, do Ministério da Aeronáutica (Ordem do Mérito Santos Dumont), da prefeitura de Gramado (RS) e de Veneza (Itália). É Cidadão Honorário e Emérito de Porto Alegre, sócio benemérito da ARI, ganhador do Troféu Negrinho do Pastoreio (2002 e do Prêmio Erico Veríssimo, da Câmara Municipal de Porto Alegre, pelo conjunto de sua obra no ano 2000. 



LIVROS

Iniciou na atividade literária com “Brasil por linhas tortas” em 1970, tendo lançado outros livros (até hoje são 13 títulos) como: “Informação ou morte” (Editora Sulina, 1972), “Andanças e contradanças” (Imagem & Ação, 1974), “A noite do Quebra-Quebra” (Editora Mercado Aberto, 1993), “Um século de poder – os bastidores da Caldas Júnior” (Editora Mercado Aberto, 1994), “Olha a Folha – amor, traição e morte de um jornal” (Editora Sulina, 1996), em em ‘1999 

 “Nau Capitânia – Pedro Álvares Cabral, como e com que começamos” (editora Record, 1999), que está em sexta edição, tendo obtido três prêmios nacionais (“Erico Veríssimo”, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Prêmio Clio de História, da Academia Paulistana de História e “Jônatas Serrano”, da Academia Carioca de Letras e União Brasileira de Escritores) e um prêmio internacional, o “Casa de Las Américas”, de Cuba, em 2001. O mesmo livro foi editado em Portugal pela Gradiva e em Cuba, em espanhol, com o título de “La nave capitana”, como parte do prêmio internacional a que fez jus. 

Em setembro de 2003, lançou o romance “Anacoluto do princípio ao fim”, pela Editora Record (Rio de Janeiro) e, no dia 9 de outubro de 2004, “Feira da Gente”, editado pela Câmara Rio-Grandense do Livro, para assinalar os cinquenta anos da Feira do Livro de Porto Alegre. “Crônica – o vôo da palavra” (Editora Mediação) foi seu lançamento de 2005/2006, tendo sido considerado o “melhor em não ficção do ano de 2006”, pela AGES (Associação Gaúcha de Escritores). 

Em 2008, lançou “O prazer de ler jornal – da Acta Diurna ao Blog”, pela editora Unisinos, na Feira do Livro de Porto Alegre e “Dolly Mudou a minha vida”, em forma de entrevista com a empresária Christiane Campello Costa, pela AGE, no início de dezembro. 

Participou de várias antologias, como “Paz – um vôo possível”, editada em novembro de 2004 pela Editora AGE, de minicontos pela editora Casa Verde em 2006 e 2007 e “100 autores que você precisa conhecer”, da L&PM, 2007, com lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre. 
 

TÍTULOS

Tem os títulos de Amigo do Teatro em Porto Alegre, Comendador da Ordem das Hortênsias em Gramado, e Comendador de “Il Leone di San Marco” pelas relações que estimulou entre Veneza e o Rio Grande do Sul. 

Chefiou o Comitê de Imprensa no Centenário da Imigração Italiana para o Rio Grande do Sul (1974 e 755) e foi assessor especial da direção da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação, nos anos sessenta, tendo atuado também no departamento de divulgação da CORSAN nos anos setenta e oitenta. 

Como professor, lecionou na Universidade de Caxias do Sul, “Teoria Geral da Comunicação” nos anos de 1975 e 1976. E na UERGS em 2005, e 2006, na área da criação jornalística e literária em “Crônica”. Lecionou “Biografia e autobiografia” no “Curso de formação de autores e agentes literários” da Unisinos, nos dois últimos anos letivos, em 2007 e 2008. 

Ocupa a Cadeira de número 25 da Academia Rio-Grandense de Letras. 

Ministra a Oficina de Crônica “O vôo da gaivota” já com treze edições, alcançando mais de 200 alunos e “Leitura Pró-Ativa e Escrita Criativa”, com duas edições. Atualmente coordena grupos em sua Oficina de Biografia e Autobiografia. 

Foi eleito Patrono da 49a. Feira do Livro de Porto Alegre, evento que ocorreu entre 31 de outubro e 16 de novembro de 2003. Foi patrono das feiras do Livro das cidades de Canoas, São Sebastião do Caí, Gramado e Guaíba, e do Centro Educacional La Salle (Canoas) e Colégio Maria Auxiliadora da mesma cidade. 

Foi escolhido em 2003, pelo jornal “O Sul” e pela Televisão Pampa, “personalidade do ano como patrono da Feira de Porto Alegre”; 

Foi apontado como “Jornalista do Ano de 2003”, pela revista “Press Brasil”; 

“Destaque Especial do Ano de 2003 como patrono da Feira de Porto Alegre, pelo jornal “Correio do Povo”; 

“Intelectual do Ano de 2003”, pela Sociedade de Cultura Latina do Brasil. 

Em janeiro de 2004, integrou, como jurado, o concurso de Literatura Brasileira, para o Prêmio “Casa de Las Américas”, em Havana, Cuba. 

Em novembro de 2004, integrou como jurado o concurso de Contos Palco Habitasul e o concurso que escolheu os melhores do ano em literatura, no Rio Grande do Sul, pelo jornal “O Sul” e Rádio e TV Pampa”. 

Em 2004, foi eleito Jornalista do Ano no RGS pela Loja “Caldas Junior” do Grande Oriente do RGS. 

Em setembro de 2005, foi convidado para coordenar plano de Promoção Cultural da PUCRS, onde atuou por dois anos e meio junto à Pró-Reitoria de Extensão. 

Em agosto de 2005, recebeu a “Medalha Dante de Laytano”, no Dia do Folclore, pela Federação Gaúcha de Folclore. 

Em novembro de 2005, foi eleito para o Conselho Fiscal da AGES (Associação Gaúcha de Escritores). 

Em 2006, foi o curador da Exposição sobre Mario Quintana na visão dos cronistas, no Centro Cultural “Erico Verissimo” da CEEE e que foi mostrada em várias cidades do interior. 

Recebeu, em 25 de março de 2008, a medalha e troféu “Imortais da Cultura”, pela Casa dos Açores do Rio Grande do Sul. 

Foi eleito Patrono da XIX Feira do Livro de Caçapava do Sul que foi realizada naquela cidade de 8 a 17 de maio do ano de 2009

Foi eleito na tarde de quarta-feira, dia 16 de junho de 2010, em sessão do pleno do Conselho Estadual de Cultura, novo presidente do órgão.