Francisco Pereira Rodrigues é advogado, político, poeta, romancista, contista e historiador. Filho de Amaro Joaquim Rodrigues e Laudelina Pereira Rodrigues, de uma família de três irmãos, nasceu em 23 de abril de 1913, em Santo Amaro, na época distrito e sede do Município de General Câmara, no Rio Grande do Sul.
 
Em 1939, Francisco Pereira Rodrigues casou-se com Maria Olga Serene Rodrigues, com quem teve seis filhos: Vitória, Ângela, Eduardo, Ronaldo, Francisco Filho e Américo. Após divorciar-se da primeira esposa, em 1980, casou-se com Eni Ribeiro Rodrigues, com quem viveu até seu falecimento, em 2004.
 
Cursou o ensino primário na sua terra natal e em Santa Maria, e realizou o ensino secundário nas cidades de Garibaldi e Canoas.
 
Sagrou-se Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz), onde foi orador de sua turma.
Iniciou a vida profissional como auxiliar de escrita, escriturário e secretário geral da Prefeitura Municipal de Santo Amaro. Foi apontador de carga e conferente do Porto de Rio Grande, ajudante e fiel do Porto de Porto Alegre, escriturário da Exatoria Estadual de Santa Maria, vindo a aposentar-se como Fiscal do Imposto sobre Circulação de Mercadorias do Estado do Rio Grande do Sul.
 
Foi vereador pelas cidades de Itaqui (de 1948 a 1952), Taquari (de 1952 a 1956) e Farroupilha (de 1956 a 1960), culminando por ser prefeito do município de General Câmara (de 1960 a 1964). Deixou uma importante marca no cenário político gaúcho, como um guerreiro em defesa do desenvolvimento e da qualidade de vida dos cidadãos. Foi um visionário que sempre privilegiou a educação e a cultura, desenvolvendo a vereança numa época em que os parlamentares não recebiam remuneração. Baluarte da democracia e do fortalecimento do poder legislativo, idealizou e foi o relator geral do 1° Congresso de Vereadores realizado no Brasil, em setembro de 1948.
 
Depois, mudou-se para Porto Alegre, onde construiu um legado de cultura para todos os gaúchos. A contribuição do escritor Francisco Pereira Rodrigues para a cena cultural gaúcha é significativa, pois já publicou mais de 40 obras, além de mais de uma centena de artigos sobre os mais diversos assuntos, contos, poesias, discursos, entrevistas, conferências em diversos jornais e revistas especializadas. Publicou também em antologias e foi colunista do jornal Correio do Povo no período de 1937 a 1988.
 
Em dezembro de 1982, Francisco Pereira Rodrigues apresentou sua  candidatura à Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, tendo recebido apoio de várias entidades culturais do Rio Grande do Sul.
 
É Sócio Benemérito da Estância da Poesia Crioula, entidade que presidiu no período de 1988 a 1989. Em sua gestão, foram criados os concursos literários Taveira Junior, de poesia, e Alcides Maya, de conto.
 
É Membro da Academia Sul-Brasileira de Letras, ocupante da Cadeira nº 29.
 
É Membro Efetivo e Presidente de Honra da Academia Rio-Grandense de Letras, na qual ocupa a Cadeira nº 39, cujo Patrono é o poeta Francisco Ricardo.
 
É Membro Honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
 
Também pertence às seguintes entidades: Casa do Poeta Rio-Grandense, Grêmio Literário Castro Alves, União Brasileira de Escritores, Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel (Sócio Benemérito). 
 
Entre as diversas láureas recebidas, destacam-se o jubilamento pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio Grande do Sul, em 12 de novembro de 2001, e o título de Cidadão de Porto Alegre, concedido pela Câmara Municipal de Porto Alegre, através da Lei Nº 11.308, de 2 de julho de 2012.
 
Em 2013, ano de seu centenário, foi homenageado em sessão conjunta da Academia Rio-Grandense de Letras e da Estância da Poesia Crioula. Nesse mesmo ano, figurou entre os indicados a Patrono da tradicional Feira do Livro de Porto Alegre. 
 
 
Obras destacadas:
 
A Cruz Maragata: Momentos da Revolução de 1893
A Doce Alma Portuguesa
A Esquecida Paz de Ponche Verde
A História e a Ditadura
A Lágrima
Apenas um Adeus 
As Corujas Carpideiras 
Cincerros de Sol
Cincerros de Sol: Poesia Crioula
Corujas Carpideiras
Desumana Solidão
Esboço da Evolução Literária do Rio Grande do Sul
Farrapo Heroico
Flores para os Torturados
Libertários Contos
Marinheiros da Lama
Momentos de Santo Amaro 
O Cálice da Glória
O Correio do Povo e Eu – Recordações
O General
O Governicho e a Revolução Federalista
O Último Sangue de 93: Martírio de Saldanha da Gama
O Velho Moinho
Os Degolados 
Os Libertários
Pedaço do Rio Grande
Quando a Jornada Dignifica a Vida
Quintilhas do Meu Tear
Sombras e Sangue
Terra Afogada
Um Crime de Lesa História
Um Pedaço do Rio Grande
Uma Página da História Rio-Grandense: Santo Amaro – General Câmara