Falecimento do sócio correspondente Osório Santana Figueiredo

MORRE O HISTORIADOR OSÓRIO SANTANA FIGUEIREDO AOS 91 ANOS

 

Morreu na madrugada deste domingo (06/08/2017), à 1h10min, o homem responsável por dar vida à história de São Gabriel. Os familiares de Osório Santana Figueiredo confirmaram, através de redes sociais, a morte do historiador, que vinha enfrentando problemas de saúde há alguns meses. O corpo dele está sendo velado na Capela A da Funerária Santa Rita. O sepultamento acontecerá às 17 horas no Cemitério da Irmandade da Santa Casa de Caridade.
Osório tinha 91 anos. Foi casado com a saudosa dona Juracy Lopes Figueiredo, de cujo o casamento nasceram os filhos Maria de Lourdes, Marilene e Beraldo.
Era militar reformado, historiador, pesquisador e escritor. O jornalista Nilo Dias, em um texto em homenagem ao historiador, publicado no Blog A Noticia e jornal O Fato, afirmou: “O historiador Osório Santana Figueiredo é talvez o nome mais importante da cultura de nossa terra. Embora a idade avançada continua a trabalhar pela valorização do que é nosso, buscando cada vez mais fatos históricos que garantam a preservação da nossa memória”.
Osório é filho de João Baptista Figueiredo e Maria Zoraide Figueiredo. Nasceu na localidade de Passo do Ivo, município de São Gabriel, no dia 7 de fevereiro de 1926.
De origem humilde, foi peão de estância, agricultor e carreteiro. Viveu numa época em que a carreta era um grande meio de transporte, principalmente nas zonas rurais. Seu Osório carreteou muito do Batovi para São Gabriel.
Ingressou no Exército Brasileiro, em 1946. No ano de 1970 passou para a Reserva Remunerada. E agradece ao Exército por tudo que conquistou.
Com mais seis companheiros, liderados pelo benemérito cidadão Rolino Leonardo Vieira, fundaram o Centro de Tradições Gaúchas Caiboaté. Juntamente com Rolino, ergueram os Monumentos da Batalha de Caiboaté, na coxilha do mesmo nome; e do Combate do Cerro do Ouro, na mesma localidade.
Foi um dos idealizadores e fundadores do Piquete de Tradições Gaúchas, Batovi, no subdistrito desse nome, o primeiro criado no Rio Grande do Sul, e o primeiro filiado ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), presidindo-o por um período estatutário.
Idealizado pelo doutor Milton Teixeira, foi um dos fundadores e presidiu nos seus primórdios, a Associação Cultural Alcides Maya (ACAM). Juntamente com alguns companheiros de farda, fundaram a Associação dos Militares da Reserva Remunerada, Reformados e Pensionistas das Forças Armadas (Asmir). Era o mais antigo do seu quadro social e, ainda, dirigiu por nove anos os Museus João Pedro Nunes e o Museu Gaúcho da FEB.
Beraldo, o único filho homem do seu Osório, escreveu na sua página pessoal no Facebook: “Antes da sua alma partir, antes da sua vida física se esvair num corpo cansado, desgastado com o peso de 91 anos, Osório Santana Figueiredo me pediu, para ser seu porta-voz neste agradecimento: Sou grato a todos os gabrielenses, grato ao Exército Brasileiro no qual me acolheu e servi fazendo dele uma missão. Grato a Santa Casa de caridade, a provedoria, aos médicos, as enfermeiras. Grato a minha família, esposa, filhos e parentes, grato a minha amada cidade. Grato aos meus amigos pessoais, amigos distantes, amigos presentes, grato ao carinho e solidariedade nas horas difíceis. Nada tenho a reclamar, pois Deus foi generoso comigo, me deu uma terra no qual amei e nela construí tudo que sou. Deixo como herança a todos os gabrielenses minhas obras, estarei presente nos livros que escrevi, nas árvores que plantei, nos filhos que criei, nos netos e bisnetos. Adeus São Gabriel, que os que nascerem nesta terra, lutem por ela, não basta idealizar, tem que fazer”.
A Irmandade da Santa Casa de Caridade também homenageou o historiador. “Homem discreto mas de uma cultura impressionante e um caráter inabalável! Fica a nossa gratidão, amigo, que sempre estiveste junto conosco, em todas as horas! Uma Santa Casa feita de Amor, está tua obra muito têm nos guiado e servirá para sempre! Que o Deus onipotente o receba em sua divina e eterna morada onde um dia nos encontraremos! Receba, pois, deste modesto provedor e em nome da nossa Santa Casa de Caridade a nossa homenagem simples, sincera e consciente mas que saberemos, enquanto aqui estivermos manter viva àquela chama de apreço e de reconhecimento que muito fizestes por merecer! A Santa Casa te agradece e agora junto à teus familiares e amigos te prestaremos a mais pura homenagem quando partes para a eternidade! Vá com Deus amigo! Aos familiares nossas condolência!”, assinou o Provedor Marcos Góes.
 
Texto: Marcio Vaqueiro /Contribuiu – Nilo Dias
Fonte: https://n1noticia.wordpress.com/2017/08/06/morre-o-historiador-osorio-santana-figueiredo-aos-91-anos/