A Academia Rio-grandense de Letras (ARL) lança, dia 22 de junho, concurso literário que contempla três categorias: escritor do ano, melhor livro de poesia e melhor tese ou dissertação sobre literatura gaúcha. O PRÊMIO ACADEMIA RIO-GRANDENSE DE LETRAS, que será conferido anualmente, tem como objetivo destacar autores gaúchos que tenham obra consistente e de qualidade no cenário nacional, assim como promover a crítica literária sobre a literatura gaúcha e a poesia.
 
As inscrições podem ser feitas de 1º de julho a 31 de agosto, e os finalistas serão conhecidos dia 9 de novembro. A cerimônia de premiação será dia 1º de dezembro, data da fundação da Academia no ano de 1901.
 
"A criação do prêmio da ARL incentivará não apenas a produção literária no RS, como também o fomento à crítica sobre livros e autores gaúchos, além de, a cada ano, homenagear a obra de um autor nosso. Reconhecer e premiar o talento daqueles que fazem a literatura rio-grandense é fundamental e necessário. Sempre.", afirma o escritor Caio Riter, coordenador do prêmio.
 
Para o Escritor do Ano será concedido o Troféu Academia Rio-Grandense de Letras a um autor do Estado que tenha obra relevante, independente de gênero literário. Uma comissão de três acadêmicos escolhida pela Academia vai indicar o nome de três finalistas. O vencedor será determinado pelos demais membros por meio de voto secreto.
 
O melhor livro de poesia publicado nos anos de 2015 e 2016, em primeira edição, receberá o Troféu Alceu Wamosy. E para a melhor tese ou dissertação sobre literatura gaúcha em nível de mestrado ou de doutorado, que tenha como tema a obra de um autor sul-rio-grandense ou um texto literário escrito por autor do Estado (que tenha sido defendida nos anos de 2015 e 2016 em qualquer instituição de ensino superior), será entregue o Troféu Dyonélio Machado. Por indicação da Diretoria da ARL, um júri técnico de, no mínimo, três pessoas de notável conhecimento técnico-literário, vai escolher três finalistas e o vencedor da melhor tese e do melhor livro de poesia.
 
Os nomes dos prêmios homenageiam os escritores gaúchos Alceu Wamosy, jornalista e poeta simbolista, patrono da Cadeira 40 da Academia, e o modernista Dyonélio Machado, ficcionista e ensaísta, autor de "Os ratos" e "O louco do Cati", que ocupou a Cadeira 38 de 1979 a 1985.
 
O artista visual Lucas Strey é o autor do troféu, feito de metal e pedra. Lucas Strey possui graduação em Artes Visuais com ênfase em escultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010). Reside e trabalha em Porto Alegre, onde atua na empresa "Atelier Strey - arte e design" como diretor de arte, artista visual e professor de escultura. Entre outros projetos, desenvolve um trabalho de palestras performáticas em escolas, universidades e eventos literários abordando o tema da literatura na canção.
 
A inscrição aos troféus Alceu Wamosy e Dyonélio Machado deve ser realizada pelo autor ou por alguém que o represente, e exclusivamente pelo Correio, enviada para a sede da Academia (Rua dos Andradas, 1234, conj. 1002 - CEP 90020-008 - Porto Alegre - RS).
 
O regulamento do Prêmio poderá ser acessado no site da ARL http://www.arl.org.br
 
Mais informações podem ser obtidas por meio dos e-mails: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
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Serviço:
 
Lançamento: 22 de junho de 2017
Inscrições: 1º de julho a 31 de agosto de 2017
Divulgação dos finalistas: 9 de novembro de 2017
Noite de premiação: 1º de dezembro de 2017
Regulamento: http://www.arl.org.br
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Do Portal do Governo 
 
O secretário de Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos (Smarh), Edu Olivera, acompanhado do secretário da Cultura, Victor Hugo, reuniram-se, nesse terça-feira (31), com o presidente da Academia Rio-grandense de Letras, Sérgio Augusto Pereira de Borja. A pauta do encontro ficou voltada para a necessidade de um espaço maior para a Academia gaúcha.
 
Edu Olivera disse que o Rio Grande do Sul, atualmente, apresenta uma série de dificuldades de ordem financeira. Ele destacou que o Estado tem imóveis em todo o Brasil e que a secretaria ainda está buscando organizar e avaliar a situação de cada um. Assinalou, contudo, "que tentaremos, dentro do possível, compor uma situação que seja favorável à Academia e sem que haja necessidade de utilizar recursos públicos para encontrar uma solução". 
 
Acompanhado por um grupo de acadêmicos gaúchos, Sérgio Borja, fez referência a antigas promessas de governos passados, "que não saíram do papel ou ficaram nas palavras empenhadas, mas que não continham uma assinatura formal". Porém, observou o presidente, "após este encontro, pela primeira vez, estou seguro que existe uma tentativa sincera de solução por parte dos órgãos públicos".
 
Também participaram da reunião o secretário adjunto da Cultura, André Kryszcun, e o diretor do Departamento de Administração do Patrimônio do Estado (vinculado à Smarh), Fernando Azambuja de Assis.
 

CARTA ABERTA À SOCIEDADE GAÚCHA

 

Porto Alegre, 08 de novembro de 2016

De acordo com nota divulgada hoje na coluna da jornalista Rosane de Oliveira, no jornal Zero Hora, a casa onde funciona o Instituto Estadual do Livro (IEL), na Rua André Puente, estaria entre os imóveis que o Governo do Estado pretenderia vender para arrecadar fundos em face da grave crise econômica atravessada pelo Rio Grande do Sul.

O Secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo, que na mesma publicação assegura a manutenção do IEL, solicitou ao Secretário de Estado de Modernização Administrativa e Recursos Humanos, Raffaele Marsiaj Quinto Di Cameli, um pronunciamento oficial a respeito da notícia veiculada pela imprensa e obteve como resposta a afirmação de que “o referido imóvel, destinado à atividade cultural, não foi sequer cogitado para fins de venda nesta Secretaria de Estado”.

Perante esses fatos, a Academia Rio-Grandense de Letras vem a público destacar a importância que o IEL possui nos trabalhos de preservação da memória literária e cultural do Rio Grande do Sul, de estímulo a novos escritores e de incentivo à leitura nas escolas. Nossa Academia, a única dentre todos os Estados da Federação que não possui sede própria condigna com suas necessidades básicas para promoção de eventos e abrigo de acervo, muito bem conhece as dificuldades que uma instituição cultural enfrenta por não possuir uma casa; por isso, a Academia Rio-Grandense de Letras manifesta seu incondicional apoio ao IEL, confiando que, de fato, as autoridades competentes não virão a tomar decisões que possam comprometer ainda mais as atividades do IEL, já tão atingidas pela carência de recursos. Com efeito, por meio de diversas parcerias, atividades propostas por nosso sodalício foram albergadas na histórica sede do IEL, de modo que o casarão da Rua André Puente, muitas vezes, foi também sede de nossa Academia. E esse não é caso isolado: a sede do IEL configura-se como um espaço de convivência, intercâmbio e realizações para a grande comunidade cultural de nosso Estado.

Portanto, o casarão da Rua André Puente não é apenas a sede do IEL – é sede de toda a cultura literária do Rio Grande do Sul, e deverá continuar a sê-lo.   

Em nome de todos os acadêmicos,

Avelino Alexandre Collet

Presidente da Academia Rio-Grandense de Letras

O evento de homenagem aos 80 anos do autor gaúcho Moacyr Scliar promovido pela Federação Israelita do RS, com apoio da Academia Rio-Grandense de Letras, reuniu aproximadamente 100 pessoas no auditório da FIRS, na noite desta quarta-feira, 22/11.
 
O painel "Moacyr Scliar: escritor judeu, judeu humanista" contou com a participação do advogado e ex-chanceler Celso Lafer e do jornalista Arnaldo Niskier, ambos membros da Academia Brasileira de Letras, com mediação de Cintia Moscovich.
 
Representando a Academia, estiveram presentes o presidente Avelino Alexandre Collet e o secretário-geral Rafael Bán Jacobsen, também diretor da Federação Israelita e apresentador do evento. 
 
Rafael Bán Jacobsen, Secretário-Geral da Academia e diretor da Federação Israelita, na abertura do evento.
 
 
Da esquerda para a direita: Celso Lafer, Cíntia Moscovich e Arnaldo Niskier.
 
Da esquerda para a direita: Avelino Collet (presidente da Academia Rio-Grandense de Letras), Rafael Bán Jacobsen (secretário-geral da Academia), Albert Poziomyck (vice-presidente executivo da Federação Israelita) e Celso Lafer.