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Luís Dill

LUÍS DILL

Luís Augusto Campello Dill

Porto Alegre, RS, 4 de abril de 1965

Cadeira nº 24 — Patrono: Zeferino Brasil

Luís Augusto Campello Dill é escritor e jornalista brasileiro, nascido em Porto Alegre, em 4 de abril de 1965. Autor de mais de 70 livros publicados, possui uma das produções literárias mais extensas e diversificadas entre os escritores gaúchos de sua geração, transitando entre o romance, a novela, o conto, a narrativa policial, o suspense, a poesia e a literatura destinada a crianças e adolescentes. Sua obra caracteriza-se pela experimentação de diferentes estruturas narrativas, pela concisão da linguagem, pelo interesse nos conflitos humanos e sociais e pela frequente incorporação de elementos do imaginário, da história e da realidade contemporânea do Rio Grande do Sul.

Desde a infância, demonstrou interesse pela leitura e pela criação de histórias. Cresceu em um ambiente familiar no qual os livros estavam presentes e, ainda durante os anos escolares, começou a escrever suas primeiras narrativas, aproveitando as últimas páginas dos cadernos. A leitura de diferentes gêneros literários, associada à curiosidade pelos acontecimentos cotidianos, contribuiu para a formação de seu repertório e para a decisão de dedicar-se à escrita.

Graduou-se em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), realizando posteriormente estudos de pós-graduação lato sensu em Literatura Brasileira. Exerceu atividades profissionais em assessoria de imprensa, jornais, emissoras de rádio, televisão e meios digitais. Atuou também como produtor executivo da Rádio FM Cultura, de Porto Alegre. A experiência jornalística constitui uma dimensão relevante de sua formação literária, perceptível na atenção aos acontecimentos urbanos, no ritmo das narrativas, na construção de diálogos e na exploração de situações de conflito, violência e mistério.

Sua estreia em livro ocorreu em 1990, com a novela policial juvenil A caverna dos diamantes. A obra inaugurou uma carreira marcada pela continuidade da produção editorial e pelo interesse na literatura de suspense e aventura. Ao longo dos anos seguintes, ampliou seu catálogo com livros destinados a diferentes públicos, consolidando-se particularmente no campo da literatura infantojuvenil, sem abandonar a ficção voltada ao leitor adulto.

Entre os títulos de sua produção inicial destacam-se Olhos de rubi, A noite das esmeraldas, Lâmina cega e Sombras no asfalto, narrativas que exploram os recursos da literatura policial e do suspense, frequentemente associando o desencadeamento de acontecimentos extraordinários a ambientes urbanos reconhecíveis. A cidade de Porto Alegre e outros espaços do Rio Grande do Sul aparecem com frequência em seus livros, não apenas como cenários, mas como elementos constitutivos das histórias.

A violência urbana, os comportamentos individuais em situações extremas, a fragilidade das relações sociais, os conflitos familiares e a passagem da infância para a adolescência figuram entre os temas recorrentes de sua literatura. Em muitas narrativas, personagens aparentemente comuns são surpreendidos por acontecimentos que rompem a normalidade e os obrigam a enfrentar dilemas morais, psicológicos e sociais.

Em Lâmina cega, por exemplo, a história acompanha a transformação de um jovem em protagonista de uma sucessão de crimes, em meio ao ambiente de um edifício comercial de Porto Alegre. Já De carona, com nitro aborda as consequências de um acidente de trânsito, explorando as circunstâncias que conduzem à tragédia e os efeitos do acontecimento sobre diferentes personagens. Em Decifrando Ângelo, um episódio de violência em ambiente escolar desencadeia uma investigação conduzida por um estudante, que procura compreender os acontecimentos por meio da produção de um documentário.

Outro título representativo é Todos contra Dante (2008), romance juvenil publicado pela Companhia das Letras que aborda a exclusão social, a intolerância, o preconceito e a violência entre estudantes, incluindo sua manifestação no ambiente digital. A obra apresenta uma reflexão sobre os mecanismos de perseguição e humilhação que podem se desenvolver no convívio escolar, ao mesmo tempo que explora as possibilidades narrativas de diferentes linguagens e formas de comunicação.

Ao escrever para crianças e adolescentes, Luís Dill evita frequentemente o tratamento simplificador dos conflitos. Seus personagens jovens enfrentam problemas reais, como abandono, preconceito, violência, solidão, dificuldades familiares e exclusão social. A literatura, em sua perspectiva, oferece ao leitor a possibilidade de entrar em contato com diferentes experiências humanas, sem necessariamente apresentar soluções prontas ou lições morais explícitas.

Essa preocupação também se manifesta em obras como O dia em que Luca não voltou, centrada no desaparecimento de uma criança e nas consequências desse acontecimento para familiares e amigos; O estalo, que apresenta dois jovens soterrados após o desabamento de uma construção; Jubarte, narrativa de suspense envolvendo um adolescente acusado de um ato violento; e Rabiscos, que explora a experiência de um jovem narrador em uma história marcada por conflitos e dificuldades sociais.

A experimentação formal constitui outra característica de sua produção. Em Do coração de Telmah (2010), estabeleceu um diálogo com a tragédia Hamlet, de William Shakespeare, desenvolvendo uma narrativa composta por 500 mensagens no formato então conhecido como tweets. Em A dor mais afiada (2012), construiu um romance organizado em mil capítulos breves, investigando os limites da fragmentação narrativa. Em Zona de sombra (2014), explorou possibilidades de desdobramento da história por meio de diferentes finais, aproximando a experiência literária de estruturas narrativas interativas.

Sua obra também demonstra interesse pelas relações entre literatura e outras manifestações artísticas, especialmente a música, o teatro e o cinema. Em Dó menor, a composição narrativa dialoga com a estrutura de um concerto de Sergei Rachmaninoff. Em Qorpo-Santo: diabos e fúrias (2016), o autor retoma a trajetória do dramaturgo gaúcho José Joaquim de Campos Leão, conhecido como Qorpo-Santo, e o episódio de sua redescoberta teatral em Porto Alegre, em 1966. A obra estabelece relações entre acontecimentos históricos, memória cultural e criação ficcional.

A história e as tradições do Rio Grande do Sul constituem igualmente uma vertente importante de sua literatura. Em A lenda do tesouro farroupilha (2010), a busca por um tesouro misterioso envolve personagens jovens em uma aventura vinculada à memória histórica regional. Em O último Lanceiro Negro e o zepelim (2010), a narrativa combina elementos do passado gaúcho, personagens históricos e recursos da ficção de aventura. Em Tesouro de pano (2006), a descoberta de uma antiga bandeira familiar serve de ponto de partida para uma história relacionada à imigração italiana no estado.

Nos anos mais recentes, Luís Dill ampliou sua dedicação à ficção histórica, especialmente por meio de um conjunto de romances que dialogam com acontecimentos políticos e sociais do século XX. Nesse projeto, denominado Ciclo XX, desenvolveu narrativas ambientadas em diferentes momentos da história brasileira, combinando elementos históricos, situações insólitas, conflitos políticos e recursos da literatura de suspense.

Timbirupá (2020), ambientado em outubro de 1930, apresenta uma pequena comunidade brasileira em meio aos acontecimentos que acompanham a ascensão de Getúlio Vargas ao poder. Em Dias de água (2021), a grande enchente de Porto Alegre de 1941 constitui o pano de fundo de uma trama envolvendo crimes, relações amorosas, intrigas e tensões sociais. Um navio na coxilha (2022), situado em 1954, explora o inesperado aparecimento de um navio cargueiro em uma paisagem do interior gaúcho, instaurando uma atmosfera que ultrapassa os limites do realismo convencional.

Em Vento de fogo, lançado em 2024, a ação se desenvolve no Rio Grande do Sul de 1904 e acompanha um estancieiro envolvido em conflitos políticos e acontecimentos extraordinários, em uma narrativa que combina poder, memória, violência e elementos sobrenaturais. Já A datilógrafa, divulgado em 2025, é ambientado na Porto Alegre de 1969, durante o regime militar, e acompanha uma mulher encarregada de registrar interrogatórios em um centro clandestino de detenção. O romance examina o confronto entre a obediência, a consciência individual e a violência institucional.

Em O método Seabra (2025), ambientado na Porto Alegre de 1918, o autor articula experiências médicas, crimes e tensões sociais em uma narrativa na qual o passado histórico se combina com elementos perturbadores e insólitos.

A diversidade de sua produção estende-se ainda à poesia. Em Arca de haicais, apresenta poemas breves que exploram imagens e jogos de linguagem associados ao universo infantil. Em Estações da poesia (2010), retoma a tradição do haicai e a observação da natureza, compondo textos em torno das quatro estações do ano. Esta última obra recebeu, em 2011, o prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores, na categoria Poesia.

Sua trajetória recebeu numerosos reconhecimentos literários. Foi vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura, concedido em Porto Alegre, na categoria Conto, com Tocata e fuga, e na categoria Literatura Juvenil, com De carona, com nitro, Decifrando Ângelo, Jubarte e Rabiscos. Em maio de 2026, conquistou novamente o Prêmio Açorianos, na categoria Juvenil, com A maldição da safira, publicada pela editora Cinco Gatas, consolidando uma trajetória de sucessivas distinções nessa premiação.

Também recebeu o terceiro lugar do Prêmio Glória Pondé de Literatura, concedido pela Fundação Biblioteca Nacional, com O estalo, em 2011. O mesmo livro foi finalista do Prêmio Jabuti. Outras obras suas igualmente figuraram entre as finalistas desse importante prêmio nacional, incluindo Letras finais, 100 mil seguidores e Rabiscos. O autor também conquistou o Prêmio Flipoços com Rabiscos.

Diversos títulos de sua autoria receberam o selo Altamente Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), além de integrarem seleções bibliográficas e acervos destinados à formação de leitores. Sua produção foi igualmente selecionada para o catálogo brasileiro apresentado na Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália, um dos principais encontros internacionais do setor editorial infantojuvenil.

Paralelamente à publicação de livros, participou de coletâneas literárias e colaborou com jornais, revistas e publicações digitais. Mantém contato frequente com o público por meio de feiras do livro, encontros literários, atividades em escolas e universidades e iniciativas de incentivo à leitura. Também desenvolveu experiências de publicação seriada em meios digitais, como o folhetim Pele e osso, divulgado em capítulos no Instagram em 2022, aproximando a tradição do romance-folhetim das novas formas de comunicação.

A relação entre escritor e leitor ocupa lugar importante em sua concepção de literatura. Ao explorar diferentes estruturas narrativas e linguagens, Dill procura despertar a participação ativa do público, valorizando a imaginação, a interpretação e a possibilidade de que a leitura amplie a compreensão da experiência humana.

Em sua produção mais recente, continuou a experimentar novos temas e formas. O almanaque de Lia (2023) articula relacionamentos juvenis e tecnologias digitais; A maldição da safira (2024) retoma os recursos da aventura policial; Afaste-se deste livro ou o escritor rabugento (2025) utiliza o humor e a metalinguagem para questionar as convenções da literatura infantojuvenil; e A voz da coragem (2026) dialoga com a resistência ao nazismo, inspirando-se livremente na trajetória de Sophie Scholl e do movimento Rosa Branca.

Em outubro de 2026, Luís Dill foi eleito para a Cadeira nº 24 da Academia Rio-Grandense de Letras, cujo patrono é o poeta Zeferino Brasil. A eleição representou o reconhecimento de uma trajetória literária marcada pela continuidade criativa, pela presença no cenário editorial brasileiro e pela contribuição à formação de leitores.

Ao longo de mais de três décadas de atividade literária, Luís Dill construiu uma obra singular pela amplitude de gêneros e pela diversidade de procedimentos narrativos. Sua produção estabelece um diálogo permanente entre o cotidiano e o extraordinário, entre a experiência histórica e a imaginação, entre a violência e a sensibilidade humana. A atenção aos problemas da sociedade contemporânea, aliada ao interesse pela memória e pela cultura do Rio Grande do Sul, confere à sua literatura uma identidade própria.

Sua presença na Academia Rio-Grandense de Letras reafirma a importância da literatura contemporânea produzida no estado, especialmente de uma criação que transita entre diferentes públicos e gêneros, renovando formas narrativas e ampliando o alcance da literatura gaúcha no cenário nacional.


BIBLIOGRAFIA

Livros publicados e obras identificadas

A relação a seguir reúne obras de autoria de Luís Dill, organizadas cronologicamente. Quando uma edição original não pôde ser datada com segurança, a informação é indicada na própria referência ou o título é relacionado separadamente.

1990

  • A caverna dos diamantes. Novela policial juvenil. Obra de estreia, posteriormente reeditada pela WS Editor.

Década de 1990 e início dos anos 2000 — primeiras obras, com reedições documentadas

  • Olhos de rubi. Novela juvenil. WS Editor, 2ª edição, 2003.

  • A noite das esmeraldas. Novela juvenil. WS Editor, 3ª edição, 2003.

  • Lâmina cega. Novela. WS Editor, 2ª edição, 2004.

  • Sombras no asfalto. Novela juvenil. WS Editor, 2ª edição, 2004.

2004

  • O punhal de jade. Edições SM.

2005

  • Letras finais. Artes e Ofícios.

  • Arca de haicais. WS Editor, 2ª edição.

2006

  • Castelo de areia. Artes e Ofícios.

  • Dó menor. WS Editor.

  • Tesouro de pano. WS Editor.

  • Letras perdidas. Escala Editorial.

2007

  • Tocata e fuga. Bertrand Brasil.

  • Olhos vendados. DCL.

  • O clube da cova. Editora Salesiana.

  • Dinamite ao meio-dia. Escala Educacional.

2008

  • Ouvindo pedras. Escala Educacional.

  • Todos contra Dante. Companhia das Letras.

  • Atalhos: cenas brasileiras. WS Editor.

  • Sonho real. Editora Salesiana.

2009

  • Beijo mortal. Dulcinéia.

  • De carona, com nitro. Artes e Ofícios.

  • O dia em que Luca não voltou. Companhia das Letras.

2010

  • A truta. Paulinas.

  • Arca de haicais. Artes e Ofícios. Nova edição.

  • Um capitão de 15 anos. Escala Educacional. Adaptação da obra de Júlio Verne.

  • A lenda do tesouro farroupilha. Ática.

  • O último Lanceiro Negro e o zepelim. Editora Salesiana.

  • Do coração de Telmah. Artes e Ofícios.

  • O estalo. Positivo.

  • Estações da poesia. Positivo.

  • Corra, Bernardo, corra!. Positivo.

2012

  • A dor mais afiada. 8Inverso.

  • Decifrando Ângelo. Scipione.

  • Enquanto você não chega. Editora do Brasil.

  • Sem mais nem menos. Ática.

2013

  • Final de linha. Scipione.

  • Labirinto no escuro. Positivo.

  • Por trás das chamas. Editora do Brasil.

  • Eros e Psique: uma história de amor. Mundo Mirim.

  • Gritos na noite. Mundo Mirim.

  • Destino sombrio. Seguinte.

2014

  • O telephone. Gaivota.

  • Zona de sombra. Artes e Ofícios.

  • Longe, tão perto. Zit.

  • Safári. Rocco.

  • Cocozaldo. Ática.

  • Clube da cova. Editora Lê. Nova edição.

2015

  • Camisa 10 em perigo. Garamond.

2016

  • Qorpo-Santo: diabos e fúrias. Artes e Ofícios.

  • Dick Silva no mundo intermediário. Pulo do Gato.

  • Jubarte. Editora do Brasil.

2018

  • Minha camisa amarela de flanela. Casa 29.

  • Guri do cimento. Casa 29.

2019

  • 100 mil seguidores. Casa 29.

  • Rabiscos. Positivo.

2020

  • Bandida!. Ateliê da Escrita.

  • Timbirupá. Casa 29.

2021

  • Diário da peste. Abacatte.

  • Dias de água. Casa 29.

2022

  • Um navio na coxilha. Casa 29.

2023

  • O almanaque de Lia. Palavras.

  • Vento de fogo. Casa 29, com lançamento público em 2024.

  • 80 degraus. Palavras.

2024

  • Meu irmão esquisito. Semente.

  • A maldição da safira. Cinco Gatas.

  • A datilógrafa. Casa 29, divulgada entre os lançamentos de 2025.

2025

  • O método Seabra. Casa 29.

  • Batom. Casa 29, edição digital.

  • Afaste-se deste livro ou o escritor rabugento. Consultor Editorial.

2026

  • A voz da coragem. Dialogar.

  • Castigo. Casa 29.

Outros títulos e participações

  • Cotidiano, paixões & outros flashes. Editora Lê.

  • Crimes e castigos. Editora do Brasil. Coletânea com outros autores.

  • Cartas do fim do mundo. Terracota, 2009. Coletânea com participação do autor.

  • Pele e osso. Folhetim digital publicado em capítulos no Instagram, 2022.

Principais prêmios e distinções literárias

  • Prêmio Açorianos de Literatura — Conto: Tocata e fuga.

  • Prêmio Açorianos de Literatura — Juvenil: De carona, com nitro.

  • Prêmio Açorianos de Literatura — Juvenil: Decifrando Ângelo.

  • Prêmio Açorianos de Literatura — Juvenil: Jubarte.

  • Prêmio Açorianos de Literatura — Juvenil: Rabiscos.

  • Prêmio Açorianos de Literatura — Juvenil, 2026: A maldição da safira.

  • Prêmio Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores — Poesia, 2011: Estações da poesia.

  • Prêmio Glória Pondé de Literatura, da Fundação Biblioteca Nacional — 3º lugar, 2011: O estalo.

  • Prêmio Flipoços: Rabiscos.

  • Prêmio Jabuti: múltiplas indicações e participações como finalista, incluindo Letras finais, O estalo, 100 mil seguidores e Rabiscos.

  • Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ): distinção com o selo Altamente Recomendável para diferentes títulos e inclusão de obras no acervo básico da instituição.

  • Cátedra UNESCO de Leitura: reconhecimento concedido ao livro Rabiscos.

  • Feira do Livro Infantil de Bolonha, Itália: seleção de obra para o catálogo brasileiro apresentado no evento.

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PATRONOS

Francisco Lobo da Costa

Francisco Lobo da Costa nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 18 de julho de 1853, sendo filho de Antônio Cardoso da Costa e Jacinta Júlia Lobo Rodrigues. Fez o curso de alfabetização na Biblioteca Pelotense. Foi, em Pelotas, auxiliar de escritório em 1867 e praticou telegrafia em 1870. Destacou-se como redator de O Comércio em 1870 e fundador c diretor...

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