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ACADÊMICOSQUADRO ACADÊMICO

Petronilha Gonçalves e Silva

Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva é educadora, pesquisadora, professora universitária e intelectual brasileira, reconhecida nacional e internacionalmente por suas contribuições aos estudos sobre educação, relações étnico-raciais, cultura afro-brasileira, formação de professores e políticas públicas de promoção da igualdade racial. Professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), integra o conjunto de pensadores que, nas últimas décadas, contribuíram decisivamente para transformar a compreensão da diversidade cultural brasileira e de seu papel na formação histórica, social e educacional do país.

Nasceu em Porto Alegre, em 29 de junho de 1942, na antiga região conhecida como Colônia Africana, território de expressiva presença da população negra na capital gaúcha. Filha de João Antônio, trabalhador da construção civil, e de Regina, professora da rede pública, cresceu em um ambiente no qual a educação constituía um valor fundamental. A experiência familiar, a vivência comunitária e o contato com as desigualdades sociais e raciais presentes na sociedade brasileira contribuíram para a formação de sua consciência intelectual e para os temas que posteriormente orientariam sua atuação acadêmica.

Graduou-se em Letras, com habilitação em Português e Francês, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em 1964. Iniciou sua carreira no magistério ainda jovem, aos 21 anos, exercendo atividades docentes e de coordenação pedagógica em instituições públicas e particulares de ensino. Atuou, entre outras, na Escola Estadual Cândido José de Godói e no Colégio Sévigné, além de desempenhar funções técnicas e educacionais junto à Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul e ao Conselho Estadual de Educação. Também exerceu atividades docentes na PUCRS.

Em 1977, realizou estudos de especialização em Planejamento e Administração da Educação no Instituto Internacional de Planejamento da Educação, vinculado à UNESCO, em Paris. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), concluiu o mestrado em Educação, em 1979, e o doutorado em Ciências Humanas, na área de Educação, em 1987.

Sua tese de doutorado, intitulada Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro, constitui uma contribuição particularmente significativa aos estudos sobre a experiência histórica e cultural das comunidades negras do Rio Grande do Sul. Fundamentada em uma abordagem fenomenológica, com referências ao pensamento de Maurice Merleau-Ponty, a pesquisa investigou os processos de educação, constituição de identidades, transmissão de conhecimentos e organização da vida cotidiana de trabalhadores negros rurais da comunidade do Limoeiro, no município de Palmares do Sul. O estudo ultrapassou os limites da investigação acadêmica, servindo posteriormente como importante subsídio documental para o processo de reconhecimento da comunidade como quilombola.

Sua trajetória intelectual caracteriza-se, desde os primeiros trabalhos, pelo reconhecimento de que a educação não ocorre exclusivamente nos espaços escolares. A vida comunitária, as tradições culturais, as relações familiares, o trabalho, os movimentos sociais e as experiências históricas de resistência constituem, em sua perspectiva, lugares fundamentais de produção e transmissão de conhecimentos. Dessa compreensão decorreram pesquisas que estabeleceram relações entre educação, cultura, identidade, cidadania e participação social, especialmente no âmbito das populações negras brasileiras.

Em 1989, ingressou, mediante concurso público, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, onde desenvolveu grande parte de sua carreira acadêmica. Tornou-se professora titular na área de Ensino-Aprendizagem e Relações Étnico-Raciais, vinculada ao Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas e ao Programa de Pós-Graduação em Educação. Aposentada em 2012, recebeu o título de professora emérita da instituição, mantendo posteriormente suas atividades na condição de professora sênior.

Na UFSCar, participou da formação de sucessivas gerações de professores e pesquisadores, orientou investigações acadêmicas e colaborou na consolidação de estudos sobre práticas sociais, processos educativos, diversidade cultural e políticas de igualdade racial. Integrou o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) desde sua fundação e atuou na coordenação de iniciativas universitárias destinadas à ampliação do acesso e da permanência de estudantes historicamente excluídos do ensino superior. Entre 2007 e 2011, coordenou o Grupo Gestor do Programa de Ações Afirmativas da universidade.

Sua atuação acadêmica também alcançou instituições estrangeiras. Realizou estágio de pós-doutorado em Teoria da Educação na University of South Africa, em Pretória, em 1996, onde igualmente exerceu atividades como professora visitante. Desenvolveu trabalhos e intercâmbios acadêmicos no México, na Universidad Autónoma del Estado de Morelos, e nos Estados Unidos, incluindo períodos de atuação na Stanford University, em 2008 e 2015. Participou ainda de atividades acadêmicas em instituições africanas, entre elas a Universidade de Maputo, em Moçambique.

Ao longo de sua carreira, integrou redes internacionais de pesquisa dedicadas às epistemologias de raízes africanas, à educação e à diversidade cultural. Também participou de associações e organismos científicos, entre os quais a Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as), a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação e a World Education Research Association.

Uma das contribuições mais relevantes de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva à educação brasileira ocorreu durante sua participação no Conselho Nacional de Educação. Indicada pelo Movimento Negro, integrou, de 2002 a 2006, a Câmara de Educação Superior do Conselho, tornando-se a primeira mulher negra a ocupar uma posição naquele órgão.

Nessa condição, foi relatora do Parecer CNE/CP nº 3/2004, que fundamentou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, posteriormente instituídas pela Resolução CNE/CP nº 1, de 17 de junho de 2004. Essas diretrizes constituem um dos principais instrumentos normativos de implementação da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, responsável por tornar obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira na educação básica.

A participação de Petronilha na elaboração dessas diretrizes representou uma contribuição decisiva à reformulação dos referenciais curriculares brasileiros. Seu trabalho ajudou a estabelecer fundamentos para o reconhecimento da história da África, das culturas africanas e afro-brasileiras, da participação da população negra na formação nacional e da necessidade de enfrentar o racismo nos processos educativos.

Sua produção intelectual compreende livros, artigos científicos, capítulos de obras coletivas, ensaios, estudos e documentos de orientação educacional. Entre suas principais publicações destacam-se Histórias de operários negros (1987); O pensamento negro em educação no Brasil: expressões do Movimento Negro (1997), em colaboração com Lúcia Maria de Assunção Barbosa; O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos (1998), em coautoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves; Experiências étnico-culturais para a formação de professores (2002), organizado com Nilma Lino Gomes; Educação e ações afirmativas: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica (2003), organizado com Valter Roberto Silvério; De preto a afro-descendente: trajetos de pesquisa sobre o negro, cultura negra e relações étnico-raciais no Brasil (2003), organizado com Valter Roberto Silvério e Lúcia Maria de Assunção Barbosa; e Entre Brasil e África: construindo conhecimento e militância (2011).

Além da produção em livros, publicou estudos de referência em periódicos científicos brasileiros e estrangeiros. Seus trabalhos abordam, entre outros assuntos, os processos de construção da identidade negra, a educação e o movimento negro, os desafios do multiculturalismo, a formação de professores, as ações afirmativas e as relações entre conhecimentos acadêmicos e saberes produzidos nas comunidades.

Sua obra distingue-se pela articulação entre investigação científica, reflexão crítica e participação social. Ao tratar das relações entre educação e cultura, procura demonstrar que o reconhecimento da diversidade não constitui apenas uma questão de representatividade, mas exige transformações efetivas nas formas de produção, organização, transmissão e legitimação dos conhecimentos.

Em sua atuação intelectual e pública, defende a necessidade de compreender a contribuição das populações africanas e afrodescendentes como elemento constitutivo da história brasileira. Sua reflexão contribui para superar interpretações que relegaram essas populações a posições secundárias na narrativa histórica nacional, valorizando seus conhecimentos, suas experiências e seu protagonismo na construção da sociedade.

Em reconhecimento à relevância de sua trajetória, recebeu diversas homenagens e distinções. Em 2001, foi agraciada com o Prêmio Luiza Mahin, concedido pela Coordenadoria de Assuntos da População Negra da Prefeitura de São Paulo, e recebeu reconhecimento da Câmara Municipal de São Carlos por sua contribuição à educação e à promoção de relações sociais livres de preconceitos.

Em 2010, foi indicada para integrar, na condição de conselheira, o Conselho do Amiru Songhoy Hassimi O. Maiga, liderança do povo Songhoy, no Mali, recebendo o título tradicional de Somghoy Wanadu-Wayoo.

Em 21 de março de 2011, foi admitida na Ordem Nacional do Mérito, no grau de Cavaleiro, por reconhecimento de sua contribuição à educação brasileira. No mesmo ano, recebeu da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial a distinção Educação para a Igualdade, em reconhecimento à sua atuação no combate ao racismo e na promoção da igualdade de oportunidades.

Em 21 de novembro de 2024, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul concedeu-lhe o título de Doutora Honoris Causa, em solenidade realizada no Salão de Atos da instituição, homenageando uma trajetória intelectual e acadêmica iniciada no próprio Rio Grande do Sul e projetada nacional e internacionalmente.

Ainda em 2024, seu nome passou a identificar o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva de Educação para as Relações Étnico-Raciais, iniciativa do Ministério da Educação destinada a reconhecer e valorizar redes públicas de ensino que desenvolvam ações efetivas de educação antirracista, equidade e valorização da diversidade.

Em 27 de agosto de 2026, foi eleita por unanimidade para a Cadeira nº 20 da Academia Rio-Grandense de Letras, cujo patrono é o escritor João Simões Lopes Neto. Sua eleição representou um marco histórico para a instituição, por ter sido a primeira mulher negra eleita para integrar seus quadros.

A trajetória de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva ocupa posição singular na vida intelectual brasileira. Sua obra associa a investigação sobre a experiência histórica das populações negras à reflexão sobre a formação cultural do país, estabelecendo diálogos entre educação, memória, identidade, cidadania e direitos humanos. Ao valorizar saberes e tradições frequentemente marginalizados pelos discursos acadêmicos e institucionais, contribuiu para ampliar os horizontes da pesquisa educacional e para afirmar a pluralidade de experiências que constituem a cultura brasileira.

Sua presença na Academia Rio-Grandense de Letras representa, assim, o reconhecimento de uma produção intelectual que, partindo de experiências e investigações profundamente vinculadas ao Rio Grande do Sul, alcançou projeção nacional e internacional, tornando-se referência na construção de uma educação comprometida com o conhecimento, a diversidade cultural e a dignidade humana.


BIBLIOGRAFIA

Livros, obras organizadas e trabalhos acadêmicos

  • 1987 — Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro. Tese de doutorado em Educação. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

  • 1987 — Histórias de operários negros. Porto Alegre: EST.

  • 1997 — O pensamento negro em educação no Brasil: expressões do Movimento Negro. Em colaboração com Lúcia Maria de Assunção Barbosa. São Carlos: EdUFSCar.

  • 1998 — O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos. Em coautoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves. Belo Horizonte: Autêntica. Obra com sucessivas reedições, incluindo edições de 2000, 2001 e 2006.

  • 2002 — Experiências étnico-culturais para a formação de professores. Organização em colaboração com Nilma Lino Gomes. Belo Horizonte: Autêntica. Reeditada em 2006 e 2011.

  • 2003 — Educação e ações afirmativas: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica. Organização em colaboração com Valter Roberto Silvério. Brasília: INEP.

  • 2003 — De preto a afro-descendente: trajetos de pesquisa sobre o negro, cultura negra e relações étnico-raciais no Brasil. Organização em colaboração com Valter Roberto Silvério e Lúcia Maria de Assunção Barbosa. São Carlos: EdUFSCar.

  • 2011 — Entre Brasil e África: construindo conhecimento e militância. Belo Horizonte: Mazza Edições. Segunda edição publicada em 2021.

  • 2015 — Ações afirmativas: perspectivas de pesquisas de estudantes da reserva de vagas. Organização em colaboração com D. S. Morais. São Carlos: EdUFSCar.

Artigos e estudos publicados em periódicos

  • 1985 — “A formação do operário negro”. Educação & Sociedade, n. 22, p. 56-83.

  • 1986 — “A educação no Limoeiro, uma comunidade de trabalhadores rurais negros”. Cadernos de Pesquisa.

  • 1993 — “Educação e diferenciação cultural: índios e negros”. Cadernos CEDES, n. 32, p. 25-32.

  • 1995 — “Africanidades brasileiras: como valorizar raízes afro nas propostas pedagógicas”. Revista do Professor, v. 11, n. 44, p. 29-30.

  • 1998 — “Chegou a hora de darmos à luz a nós mesmas: situando-nos enquanto mulheres e negras”. Cadernos CEDES, n. 44, p. 7-23.

  • 2000 — “Movimento negro e educação”. Em coautoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves. Revista Brasileira de Educação, n. 15, p. 134-158.

  • 2003 — “Multiculturalismo e educação: do protesto de rua a propostas políticas”. Em coautoria com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves. Educação e Pesquisa, v. 29, p. 109-125.

  • 2004 — “Ações afirmativas, sim”. Em colaboração com Valter Roberto Silvério. Revista ADUSP, n. 33, p. 25-29.

  • 2007 — “Aprender, ensinar e relações étnico-raciais no Brasil”. Educação, Porto Alegre, v. 30, p. 489-506.

  • 2008 — “Ações afirmativas na UFSCar: em busca da qualidade acadêmica com compromisso social”. Políticas Educativas, v. 2, p. 41-53.

  • 2010 — “Cidadania, relações étnico-raciais e educação: desafios e potencialidades do ensino de Ciências”. Em coautoria com Douglas Verrangia. Educação e Pesquisa, v. 36, p. 705-718.

  • 2011 — “Education on ethnic-racial relations from the perspective of Afro-descendants: agenda for knowledge production”. Interamerican Journal of Education for Democracy, v. 4, p. 73-86.

  • 2015 — “Crianças negras entre a assimilação e a negritude”. Revista Eletrônica de Educação, v. 9, p. 161-188.

  • 2018 — “Educação das relações étnico-raciais nas instituições escolares”. Educar em Revista, v. 34, p. 123-150.

  • 2019 — “Como educar-se/educar num mundo de crescentes desigualdades?”. Crítica Educativa, v. 5, p. 10-20.

Capítulos de livros e contribuições em obras coletivas

  • 1991 — “Socialização e formação da identidade: anotações para discutir a questão do ponto de vista do Movimento Negro”. In: Rio Grande do Sul: aspectos da negritude. Porto Alegre: Martins Livreiro.

  • 2005 — “Aprendizagem e ensino das africanidades brasileiras”. In: Superando o racismo na escola. Brasília: Ministério da Educação.

  • 2005 — “Pesquisa e luta por reconhecimento e cidadania”. In: Afirmando diferenças: montando o quebra-cabeça da diversidade na escola. Campinas: Papirus, p. 27-53.

  • 2005 — “A New Millennium Research Agenda in Black Education: Some Points to Be Considered for Discussion and Decisions”. In: Black Education: A Transformative Research and Action Agenda for the New Century. Lawrence Erlbaum Associates, p. 301-308.

  • 2006 — “Prática do racismo e formação de professores”. In: Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte: Editora UFMG, p. 168-194.

  • 2007 — “História e cultura africana no ensino brasileiro e na formação para a cidadania”. In: Redes de conhecimentos: novos horizontes para cooperação do Brasil e África. Pedro & João Editores, p. 103-112.

  • 2014 — “Ações afirmativas para além das cotas”. In: Ações afirmativas nas políticas educacionais: o contexto pós-Durban. São Carlos: EdUFSCar, p. 263-274.

  • 2015 — “Ações afirmativas: um caminho para a equidade”. In: Ações afirmativas: perspectivas de pesquisas de estudantes da reserva de vagas. São Carlos: EdUFSCar, p. 15-31.

  • 2016 — “Africanidades sul-rio-grandenses”. In: Africanidades: reflexões afro-sul-brasileiras. Porto Alegre: Martins Livreiro, p. 5-14.

  • 2016 — “Reconhecimento da história, cultura e direitos dos negros brasileiros”. In: Estudos sobre relações étnico-raciais e educação no Brasil. São Paulo: Livraria da Física, p. 17-49.

  • 2017 — “Citizenship and Education in Brazil: The Contributions of Black and Indigenous Peoples”. Em coautoria com Douglas Verrangia. In: Citizenship Education and Global Migration: Implications for Theory, Research, and Teaching, p. 431-457.

Documentos institucionais de especial relevância

  • 2004 — Parecer CNE/CP nº 3/2004. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Conselho Nacional de Educação. Relatoria de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva.

  • 2004 — Resolução CNE/CP nº 1, de 17 de junho de 2004. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

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PATRONOS

Carlos Von Koseritz

Karl Julius Christian Adalbert Heirich Ferdinand Von Koseritz, no Brasil, assinava-se Carlos Von Koseritz. Nasceu em Dassau, Alemanha, a 3 de fevereiro de 1834 e faleceu em Porto Alegre, em 29 de maio de 1890. Koseritz marcou a produção cultural do Rio Grande do Sul com sua contribuição de cientista, orador, jornalista, historiador, teatrólogo, romancista e político. Nos...

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