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De maneira unânime, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva foi eleita para a ARL

01 de setembro de 2026

    Na recente quinta-feira, 27 de agosto, um fato histórico aconteceu na sede de nossa ARL. Foi eleita por unanimidade a Profa. Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, a qual concorreu à Cadeira nº 20, que tem como patrono o escritor João Simões Lopes Neto.

    Brevemente comunicaremos local e data da posse acadêmica.   

Petronilha possui uma vasta e elogiável carreira educacional, com repercussão no Brasil e exterior. Nasceu em Porto Alegre, no dia 29 de junho de 1942. É educadora, professora, pesquisadora, conselheira de educação, ativista negra e referência no país na luta por uma educação antirracista. Em 2011, recebeu a Ordem Nacional do Mérito, no Grau de Cavaleiro, durante o Governo da ex-presidenta Dilma Rousseff. É professora sênior de Ensino-Aprendizagem – Relações Étnico-Raciais no Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Possui licenciatura em Letras e Francês (1964), mestrado (1979) e doutorado (1987) em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Cursou o pós-doutorado pela University of South Africa, na África do Sul, em 1996. É Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2024. Integrou o Conselho Nacional de Educação. 

    Em 2024 o governo federal lançou o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva de Educação para as Relações Étnico-Raciais, que visa destacar e valorizar por meio de um selo de reconhecimento as secretarias de Educação que se destacam por políticas, programas ou ações voltadas à formação de profissionais da educação para a implementação da Lei nº 10.639/03 – validando o pensamento da professora Petronilha: “...os movimentos sociais são educadores.”

    Possui uma importante lista de publicações, como:

  • “Educação e identidade dos negros trabalhadores rurais do Limoeiro” foi a tese publicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1987 e após dezoito anos de seu doutoramento, o documento serviu como documento para o reconhecimento da comunidade do Limoeiro como quilombo;
  • Histórias de Operários Negros. EST, 1987.
  • O jogo das diferenças: o multiculturalismo e seus contextos com Luiz Alberto Oliveira Gonçalves. 1ª edição: 1998, 2ª edição: 2000; 3ª edição: 2001; 4ª edição: 2006.
  • “Experiências étnico-culturais para a formação de professores” juntamente com Nilma Lino Gomes. 1ª edição: 2002, 2ª edição: 2006; 3ª edição; 2011.
  • Entre Brasil e África: Construindo Conhecimento e Militância. Primeira edição: Belo Horizonte: Mazza Edições Ltda., 2011. 176p. Segunda edição: Belo Horizonte: Mazza Edições Ltda., 2021.
  • O Pensamento Negro em Educação no Brasil - Expressões do Movimento Negro com Lucia Maria de Assunção Barbosa. 1ª edição: 1997.

    É a primeira mulher negra a ingressar em nossa Academia ao longo de seus 125 anos. A propósito, o seu amigo e hoje confrade, Antônio Carlos Côrtes, comenta:

    “Sou reconhecido a todos, confrades e confreiras. A Academia Rio-Grandense de Letras escreveu uma página histórica em mármore Carrara. Profa. Dra. Petronilha Gonçalves e Silva é norteadora da essência no vértice da educação. É fotografia da mulher brasileira transformada em palavras. Trilhou saberes por onde andou.”

Rossyr Berny - Jorn. Mtb 4747

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Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 26

João Borges Fortes

João Borges Fortes nasceu em São Gabriel, Rio Grande do Sul, em 02 de maio de 1872, filho de João Pereira da Silva Borges Fortes e Francisca de Paula Borges Fortes. Cursou o ensino primário em Encruzilhada, em sua cidade natal e no Colégio Nossa Senhora da Conceição de São Leopoldo. Em 1890, formou-se bacharel em Ciências Físicas e Matemáticas pela Escola Militar de Porto Alegre e, em 1899, Engenheiro militar pela Escola Militar do Rio de Janeiro.

Foi Oficial do Exército, recebendo os galões de alferes-aluno em 1892....

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