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Nota de falecimento — CÉSAR PEREIRA

21 de novembro de 2025

     A Academia Rio-Grandense de Letras, por meio de seu presidente, Airton Ortiz, da Diretoria e de seus demais acadêmicos, lamenta profundamente comunicar o falecimento do poeta e acadêmico César Pereira, ocorrido nesta quinta-feira, 20 de novembro.

     O velório e o sepultamento foram realizados em sua terra natal, Taquari, nesta sexta-feira, 21 de novembro.

     A Academia expressa sua solidariedade aos familiares, amigos e admiradores, e registra sua imensa gratidão pela contribuição intelectual e humana do escritor, cuja obra permanece como legado para a literatura gaúcha.

 

BIOGRAFIA DE CÉSAR PEREIRA

     César Alexandre Pereira nasceu em Taquari, em 2 de janeiro de 1934.

     Diplomado em contabilidade e bancário, foi professor do SENAC e aposentou-se como funcionário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

     Editou “Carrossel de Cinzas”, em 1960, com poemas líricos e sonetos. Com “Dardos de Ajuste”, 1974, embarca na poesia social com poemas que publicara a partir de 1959, no Correio do Povo, no ritmo épico da geração de 60. Segue-se “Porta de Emergência” (1989), no mesmo sentido. Em 2012, lançou “Caminhos do fruto”.

     Foi um dos precursores da poesia concreta e visual, tendo criado o “Poenigma”, em 1965, no caminho das vanguardas da época. Participou de antologias e ganhou prêmios nos gêneros poesia e conto, entre eles o Prêmio Petrobrás (1989). Ministrou oficinas de poesia na Casa de Cultura Mário Quintana e, durante dez anos, participou da diretoria da Associação Gaúcha de Escritores.

     Foi membro do Grêmio Literário Castro Alves e da Academia Rio-Grandense de Letras, ocupando a Cadeira 12.

     Recebeu inúmeros prêmios, entre eles: menção especial de poesia Fernando Chinaglia, UBE/SP, 1972; prêmio de poesia de Florianópolis/SC, 1977; prêmio do jornal Linguagem Viva, de São Paulo, 1978; prêmio de poesia Histórias do Trabalho, 1999; primeiro lugar no Prêmio de Poesia do Concurso Nacional de Poesia Lila Ripoll, 2011. Pela importância de sua obra poética é citado em: A poesia no Rio Grande do Sul, de Donaldo Schüler; Para fazer a diferença, de Luís Augusto Fischer; As bases da literatura Rio-Grandense, de Francisco Bernardi; e Quem é quem nas letras rio-grandenses, de Sergio Faraco.

 

OBRAS PUBLICADAS

  • Carrossel de cinzas (1960);
  • Dardos de ajuste (1974);
  • Porta de emergência (1989);
  • Gaveta de achados (2008);
  • Palavra e fruição (2022)
  • Olhos no escuro (2024)

     Precursor da poesia visual, César Pereira lançou, a partir de 1965, o poema POENIGMA, importante marco da poesia de vanguarda.

     Participou das antologias:

  • Seis poetas gaúchos (Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, 1976);
  • Em mãos (Editora Lume, 1976);
  • De corpo presente (Cooperativa Vereda, 1979);
  • Em Mãos II (WS Editora, 2002);
  • Caminhos do Fruto (Corag/IEL, 2012);
  • Verso e Reverso (Edições Castelinho 2012);

     entre outras antologias nacionais.

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 3

Felix da Cunha

Félix Xavier da Cunha nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 16 de setembro de 1833, filho de Francisco Xavier da Cunha e Maria Quitéria de Castro e Cunha. Era irmão de Francisco Xavier da Cunha. Cursou humanidades no Colégio Dom Pedro II no Rio de Janeiro de 1843 a 1848. Formou-se bacharel em Direito em São Paulo no ano de 1854. Após a formatura, mudou-se para Porto Alegre, exercendo a advocacia a partir de 1955.

Como jornalista, dirigiu em Porto Alegre O Propagandista e O Mercantil. Em 1861 fundou O Guaíba. Além das atividades ligadas à advocacia...

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