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Biblioteca Pública Estadual discute O Continente, de Erico Verissimo

23 de abril de 2025

     A ARL esteve presente no evento que ocorreu ontem (22/04), no Salão Mourisco da Biblioteca Pública de Porto Alegre.

     Dois mil e vinte e cinco foi instituído o ANO ERICO VERISSIMO, quando se marca os 120 anos de seu nascimento e 50 de sua morte. No Estado, diversas entidades culturais, como Academias de Letras, estão desenvolvendo dezenas de atividades referentes ao grande escritor brasileiro, com reconhecimento internacional à sua obra.

     A Palestra “Fabiano e a construção do continente” foi apresentada pelo Prof. Dr. Antônio Sanseverino, sob curadoria da acadêmica e escritora Marô Barbieri. Nossa Academia Rio-Grandense de Letras igualmentre esteve representada pelo Vice-presidente de Relações Institucionais, Rossyr Berny.

     Sanseverino fez uma análise da construção de “O Continente”, primeira parte da trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.

     “Essa obra aborda a formação histórica do Rio Grande do Sul através da saga da família Terra Cambará, representando sete gerações ao longo de 200 anos (1745-1945). Em O “Arquipélago”, terceiro volume da trilogia O Tempo e o Vento, Erico apresenta a formação Floriano Cambará, enquanto escritor, que se completa no retorno a Santa Fé. É a partir do confronto com seu passado e com a figura paterna, Rodrigo Terra Cambará, que Floriano encontra suas raízes. A partir de sua experiência, Floriano recria seu passado e, de certo modo, enfrenta seus mitos fundadores (como Pedro Missioneiro, Ana Terra e Rodrigo Cambará). É preciso mergulhar no passado de sua sociedade para se emancipar no presente. Assim, no fim de sua formação, abre-se o caminho para o início de seu romance”, explica.

     Antônio Marcos Vieira Sanseverino é professor titular de Literatura Brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS.

 

 

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 31

Paulino Azurenha

(por Itálico Marcon)

Desde cedo me preocupei em adquirir um conhecimento pormenorizado da nossa literatura. Demoradas pesquisas foram desenvolvidas, já desde 1954, nesse sentido. Em uma delas, realizada na coleção do Correio do Povo, existente na Biblioteca Pública de Porto Alegre, localizei diversas produções de Paulino de Azurenha, copiando meia dúzia delas para o meu arquivo.

Nascido em 28 de maio de 1860, na cidade de Porto Alegre, José Paulino de Azurenha faleceu,...

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