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O Rio Grande do Sul perde o ex-governador Alceu Collares

24 de dezembro de 2024

    O falecimento do ex-governador Alceu de Deus Collares, ocorrido nesta madrugada de 24 de dezembro de 2024, é uma perda que abala e entristece a todos. Porém fica sua obra política e humanista para a posteridade.
     Nossa Academia Rio-Grandense de Letras teve a oportunidade de homenageá-lo, em ato solene, quando da premiação de seu concurso literário, realizado em 13.12.2023, no antigo Auditório da Livraria Cultura, do Shopping Bourbon Country, em Porto Alegre, quando lhe concedeu o Prêmio Olinto de Oliveira, a maior condecoração da Academia para homenagear patrocinadores da cultura do Rio Grande do Sul. Destaque-se que, quando governador do estado gaúcho, possibilitou que nossa Academia tivesse a sua sede própria.
     Outra paixão de Alceu Collares era a poesia. Escrevia e declamava com muita emoção. Abaixo o seu belo poema, "O voto e o pão." 

O Voto e o Pão
         Alceu Collares

Mandam no teu destino
Mas ele é teu, meu irmão
Ergue teus braços finos
E acaba com a exploração
Faz tua revolução!

O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão

Tua casa está caindo
Pouca comida tem no fogão
Tua mulher está mal vestida
Teu filho de pé no chão
Faz tua revolução!

O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão

Escravismo, feudalismo, capitalismo
Socialismo, tudo em vão
Vai milênio, vem milênio
E continuas na escravidão
Faz tua revolução!

O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão

Cristianismo, judaísmo, hinduísmo
Todos querem a tua salvação
Tu rezas noite e dia
Ninguém ouve a tua oração
Faz tua revolução!

O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão

Construíste, com teu trabalho
Toda riqueza desta nação
Por justiça, tens o direito
Vai pegar o teu quinhão
Faz tua revolução!

O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão

A liberdade é o pão do espírito
Do corpo, a liberdade é o pão
Desperta pra luta amigo
Faz tua revolução

O voto e tua única arma
Põe teu voto na mão
O voto e tua única arma
Põe o teu voto na mão
O voto é tua única arma
Põe teu voto na mão


(Por Rossyr Berny, Mtb 4747)

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CADEIRA 40

Alceu Wamosy

Alceu de Freitas Wamosy nasceu em Uruguaiana, Rio Grande do Sul, em 14 de fevereiro de 1895, filho de José Afonso Wamosy e Maria de Freitas Wamosy. Es-tudou no Colégio Urugiiaianense, de sua cidade natal e em Alegrete. Jornalista desde a adolescência, Alceu Wamosy iniciou-se como redator de A Cidade em 1909 na cidade de Alegrete. Em 1911 já dirigia o mesmo.

Em Porto Alegre, foi redator, em 1915, de O Diário e A Federação. Em 1918, foi diretor em Santana do Livramento de O Republicano. Em 1923, com o início da Revolução...

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