O período de Comunicações da Câmara Municipal de Porto Alegre foi destinado a homenagear a Academia Rio-Grandense de Letras e a entregar a Comenda Porto do Sol à entidade. A proposta do evento teve a autoria da vereadora Lourdes Sprenger (PMDB), que destacou que a Academia foi fundada no dia 1º de dezembro de 1901, sendo uma sociedade civil sem fins lucrativos que tem como objetivo o permanente estímulo à cultura e à preservação dos bens literais. "Os vereadores desta Capital reafirmam o seu compromisso com a elaboração da cultura por meio de entidades como a Academia Rio-Grandense de Letras", disse.
 
A vereadora ressaltou que muitos artistas não têm reconhecida a sua obra no estado, contudo, é preciso lembrar que a cultura somente é feita por aqueles que veem em sua arte um mote para a promoção de uma sociedade mais cultural. "Diversos artistas passaram pela Academia Rio-Grandense de Letras e quero, com esta homenagem, lembrar de todos que fizeram parte da história da entidade", afirmou. Lourdes destacou que, diante de grandes exemplos da literatura lembrados no dia de hoje, a homenagem é para  aqueles que fizeram e fazem da Academia uma entidade representativa e atuante na sociedade gaúcha.
 
O presidente da Academia Rio-Grandense de Letras, Avelino Alexandre Collet, afirmou que se sensibilizou com a homenagem feita pela Câmara Municipal e disse que este evento é de extrema importância para a história da entidade. "Em nome da Academia, saudamos a todos os presentes e lembramos que, daqui 14 dias, estaremos completando 114 anos de história de lutas em favor da literatura regional e brasileira", disse. O presidente destacou ainda que, na história da entidade, passaram os mais renomados intelectuais que o Rio Grande sul já teve e que a Academia está promovendo congressos com outras entidades do interior do estado para continuar na busca pela promoção da cultura e da literatura. "Na abençoada missão de escrever, os intelectuais irrompem na contemporaneidade para transmitir o engrandecimento que é viver e cultuar as letras", concluiu.     
 
Com informações da Câmara Municipal de Porto Alegre (CMPA)
Texto: Juliana Demarco (estagiária de Jornalismo)
Edição: Marco Aurélio Marocco (reg. prof. 6062)
Fotos: Guilherme Almeida (CMPA)
 
Avelino Collet, Presidente da Academia, recebe diploma e dedalha das mãos da vereadora Lourdes Sprenger.
 
Imortais da Academia Rio-Grandense de Letras recebem os cumprimentos dos vereadores porto-alegrenses. 

Foi publicada no Diário Oficial de Porto Alegre, no dia 31 de julho de 2017, a LEI Nº 12.283, DE 19 DE JULHO DE 2017, que "declara de utilidade pública a Academia Rio Grandense de Letras".

O projeto da lei foi de autoria do vereador Thiago Duarte.

Para ler o inteiro teor da Lei nº 12.283 de 19/07/2017, clique AQUI.

 

 

A Academia Rio-Grandense de Letras elegeu dois novos membros efetivos: são a escritora Maria da Glória Jesus de Oliveira, que passará a ocupar a Cadeira 5, cujo Patrono é Bernardo Taveira Júnior e cujo último ocupante foi Amir Feijó Pereira, e também o escritor Airton Ortiz, que passará a ocupar a Cadeira 14, cujo Patrono é Fontoura Xavier e cujo último ocupante foi Justino Vasconcelos. As cerimônias de posse ocorrerão no segundo semestre do ano corrente. 

Maria da Glória Jesus de Oliveira publicou ao obras “Despertar” (poesia), “Ninho de Pedras” (romance), “Contos Transeuntes” (contos), “Além do Jardim” (memória), “Nascidos do Coração” (infantil), “Estelinha” (infantil). Em 2005, estreou em curtas em vídeo, de Luca Risi, com o filme "Aparências", no qual foi protagonista; em 2006 , atuou em "Apenas Sofia"; em 2013, atuou em “Acredite nos seus Sonhos II”. Como artista plástica, participou com duas obras no Salão Afro-brasileiro, no MARGS/2006. Em 2007, esteve em Cuba, onde participou da exposição “Brasil de Norte a Sul”. Em 2012, iniciou a participação no grupo VIVAPALAVRA, lendo poemas seus e de outros autores em eventos culturais.

Airton Ortiz formou-se em Jornalismo pela PUC-RS e fez pós-graduação na UFRGS. Além de escritor profissional, é jornalista especializado em reportagens internacionais sobre a natureza selvagem; criador do gênero Jornalismo de Aventura, onde é, ao mesmo tempo, repórter e protagonista da reportagem. Estreou como escritor profissional em 1999, ao publicar, pela Editora Record, do Rio de Janeiro, o livro Aventura no topo da África. Possui mais de dez livros publicados.