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Nota de falecimento de Julieta Perussatto (Academia Cruz-Altense de Letras)

01 de maio de 2021

PARTICIPAÇÃO DE FALECIMENTO
Julieta Winck Perussatto - Presidente da Academia Cruz-Altense de Letras
Gestão 2021-2023


A Academia Cruz-Altense de Letras - ACAL, comunica com grande pesar o falecimento de sua atual presidente JULIETA WINCK PERUSSATTO, aos 52 anos, vítima de complicações do covid, depois de um breve período de internação. Não houve atos de homenagens póstumas e cerimônia fúnebre, com translado direto para o Cemitério São José, em Santa Rosa, na manhã deste sábado (01/05/2021).
A trajetória de vida de Julieta é um filme que hoje passa na cabeça de todos nós, com a narrativa histórica de uma mulher com tamanha coragem e capacidade de superação, além de uma elevada autoestima, alegria contagiante e notável capacidade motivadora.
Apesar de ter sua vida abreviada por esta pandemia que já vitimou mais de 400 mil brasileiros, Julieta deixa exemplos que vão servir de inspiração para todos nós. Sua atuação como professora, incentivadora cultural, poeta e escritora, psicopedagoga, pós-graduada em pedagogia clínica e institucional, fica como registro de um legado construído com dedicação ao magistério e sua obra poética, onde se encontra toda sua sensibilidade, paixões e emoções.
Julieta era natural de Cruz Alta e membro fundadora da ACAL, onde atualmente ocupava o cargo de Presidente. Suas poesias tiveram publicação em jornais e coleções antológicas, recebendo menção honrosa em concursos literários, como o certame "Pérolas da Lagoa", de São Lourenço do Sul, em 2014. Participou do prêmio Buriti, em 2013, da Coletânea Letras Atuais , em 2013, da coletânea Poesias Para a Vida, da Câmara Catarinense do Livro, em 2014, e da organização dos livros de Antologias I e II da Academia Cruz-Altense de Letras. Foi destaque literário na coletânea Transparências, da Alpas 21, em 2013, e é autora do livro de poesias A Chave da Minha Alma.
Julieta deixou como dedicatória em seu livro que sua inspiração poética veio de sua mãe, quando descobriu depois de muitos anos de sua partida um pequeno caderno amarelado pelo tempo, com lindas palavras poéticas de sua autoria. Nossa querida presidente, dividia suas vivências com sua família e amigos, próximos ou distantes, e deixou em cada verso de seus poemas tudo o que conseguiu "poetizar da vida, tempo, amor, sonhos e utopias - de fatos que hoje são só lembranças e saudades".
A Academia Cruz-Altense de Letras está de luto por perder sua presidente, por deixar vaga a cadeira número 03, por se despedir de alguém que em vida conquistou a condição especial de ser insubstituível. Julieta segue para o mundo espiritual carregando os sentimentos de pesar que vamos lamentar para a Eternidade. Sua ausência deixa uma saudade imensa, como define o poema Chamas de Vida:

Apagam-se as luzes
Acendem-se as velas
Fecham-se as cortinas
No descortinar que a vida
Nos fez entender.

São chamas de vida
Fagulha de um tempo
Faíscas que um dia
Por tempos acesas
Irão se apagar.

E só restam as cinzas
Da chama da vida
Marcando as lembranças
Que ficam guardadas
No breu que surgiu.

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 9

Ramiz Galvão

Ramiz Galvão: professor, filósofo e cirurgião 

(por Frei Rovílio Costa)

Benjamin Franklin Ramiz Galvão, Barão de Ramiz, médico, professor, fílólogo, biógrafo e orador, nasceu em Rio Pardo, RS, em 16-6-1846, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9-3-1938. Foi eleito a 12-4-1928 para a Cadeira n. 32, da Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Carlos de Laet. Foi recebido a 23-6-1928, pelo acadêmico Fernando Magalhães. É patrono da Cadeira n. 9 da Academia Riograndense de Letras.

Filho de João Galvão e de Maria...

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