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Premiação anual da ARL entrega troféus a escritores - Correio do Povo

21 de dezembro de 2022

Sergio Faraco (E) foi homenageado como Escritor do Ano, recebendo o troféu das mãos dos acadêmicos Marô Barbieri e Rafael Jacobsen | Foto: Rossyr Berny / ARL / Divulgação / CP

A Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) entregou os troféus aos vencedores da sexta edição do concurso literário da entidade. Depois de duas edições virtuais, o evento aconteceu na noite de segunda-feira, 19 de dezembro, no no Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul.

Rosângela Mello recebeu o Troféu Alceu Wamosy, categoria livro de poemas, pelo livro "No princípio, era a água". O escolhido na categoria livro infantil foi Fabiana Sasi, por "O fio da memória", que recebeu o Troféu Carlos Urbim. O prêmio Alcides Maya para narrativa ficcional longa ficou para Gustavo Melo Czekster, pelo livro "A nota amarela", e pela narrativa curta, Milton Ribeiro recebeu o Troféu Simões Lopes Neto por "Abra e leia". Na categoria Crônica, José Falero levou o Troféu Apolinário Porto Alegre, com o livro "Mas em que mundo tu vive?". É a segunda vez que Falero é premiado pela Academia. No ano passado, venceu na categoria narrativa longa.

Sergio Faraco foi homenageado pela Academia com o Troféu Escritor do Ano, depois de escolhido em votação pelos acadêmicos. "Não mereço esse prêmio, mas seria desconsiderar quem me escolheu. Também não posso dizer que mereço, pois seria uma descabida presunção", disse. Citou o escritor uruguaio Mario Arregui, de quem foi tradutor: "'a gente deve reconhecer a felicidade quando está presente, não depois que passou'. E me sinto bem feliz nesse momento", concluiu.

Na mesma oportunidade, foi entregue outra premiação especial, o Troféu Olinto de Oliveira, para o Grupo Zaffari. O prêmio é uma novidade desta edição, que premia uma pessoa física ou jurídica que tenha desenvolvido ações, projetos ou iniciativas que contribuíram notavelmente para a promoção cultural no Rio Grande do Sul, sobretudo nas áreas do livro, da leitura e da literatura.

O presidente da entidade, Airton Ortiz, encerrou a solenidade dizendo que o prêmio já se tornou uma referência no estado, pelo grande número de inscritos, e parabenizou os ganhadores. "Parabéns também a todos os finalistas, ser finalista já é ser vencedor". Fez referência à Biblioteca, "o local mais nobre que temos em Porto Alegre", aos livreiros e escritores, "um não existiria sem o outro", e , por fim, a Sergio Faraco: "maior contista brasileiro, esse prêmio acrescenta muito mais para a Academia do que para ti".

A cerimônia contou com a presença de representantes de entidades literárias gaúchas. Os troféus foram confeccionados pelo artista visual Lucas Strey.

A ARL, fundada em 1901, é composta de 40 membros, eleitos por critérios de mérito literário e relevância na cena literária gaúcha. 

PREMIADOS:

- TROFÉU ALCEU WAMOSY (POESIA)

No princípio, era a água (Rosângela Mello)

 

- TROFÉU CARLOS URBIM (LITERATURA PARA A INFÂNCIA)

O fio da memória (Fabiana Sasi)

 

- TROFÉU ALCIDES MAYA (NARRATIVA LONGA)

A nota amarela (Gustavo Melo Czekster)

Site do Correio do Povo (Digital e Impresso)

Academia Rio-grandense de Letras

PATRONOS

CADEIRA 3

Felix da Cunha

Félix Xavier da Cunha nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 16 de setembro de 1833, filho de Francisco Xavier da Cunha e Maria Quitéria de Castro e Cunha. Era irmão de Francisco Xavier da Cunha. Cursou humanidades no Colégio Dom Pedro II no Rio de Janeiro de 1843 a 1848. Formou-se bacharel em Direito em São Paulo no ano de 1854. Após a formatura, mudou-se para Porto Alegre, exercendo a advocacia a partir de 1955.

Como jornalista, dirigiu em Porto Alegre O Propagandista e O Mercantil. Em 1861 fundou O Guaíba. Além das atividades ligadas à advocacia...

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